Lima, Maria Beatriz da SilvaAntunes, Catarina Pascoal2022-05-112022-05-112021-07-152021-06-30http://hdl.handle.net/10451/52892Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, 2021, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia.Ao considerarmos os desenvolvimentos tecnológicos, económicos, sociais e culturais que a sociedade sofreu ao longo dos últimos anos, torna-se inevitável a integração das tecnologias nas diversas áreas, nomeadamente na saúde. Existe hoje, um acesso enorme a conjuntos de dados nunca acessíveis no passado e que têm o potencial de alterar a forma como a gestão dos cuidados de saúde se processa a nível global. As tecnologias da saúde têm a capacidade de facilitar a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e a monitorização de doenças, levando a melhores resultados em saúde. A saúde digital surge assim como um termo abrangente, que desempenha um papel importante no fortalecimento dos sistemas de saúde e tem sido desenvolvida com o objetivo de criar infraestruturas de tecnologia de informação e comunicação para a saúde. Tem, portanto, o intuito de promover o acesso equitativo e universal aos benefícios que esta tecnologia pode trazer aos doentes. No entanto, as tecnologias digitais trazem vários desafios, sendo o principal a questão que se levanta sobre como fazer a sua regulação, uma vez que parte do software é considerado dispositivo médico e outra parte é considerada como meio para o diagnóstico clínico. Deste modo, para que seja possível tirar o maior proveito destas tecnologias, é necessário que haja investimento por parte dos governos para possibilitar as mudanças nos sistemas digitais, para que estes sejam seguros e fiáveis. É ainda imperativo compreender que a saúde digital surge como um meio complementar aos sistemas de saúde e não como um substituto dos métodos atuais. As tecnologias usadas na saúde podem complementar os processos utilizados na investigação, nos ensaios clínicos, nas consultas ou nas avaliações de mercado, por forma a fornecer mais informação sobre a segurança e uso de um produto médico.Considering the technological, economic, social, and cultural developments that society has undergone over the last few years, the integration of technologies in different areas, such as in health, becomes inevitable. Nowadays, there is an enormous access to data that was never accessible in the past, and which has the potential to change the way health care management works at a global level. Health technologies have the capacity to facilitate the prevention, diagnosis, treatment, and monitoring of diseases, thus leading to better health outcomes. Digital health emerges as a comprehensive term that plays an important role in strengthening health systems and it has been developed with the aim of creating information technology and communication infrastructures for health. Its purpose is to promote equitable and universal access to the benefits that this technology can bring to patients. However, digital technologies bring several challenges, the main one being the concern about how to regulate them, since part of the software is considered a medical device and another part is considered as a means for clinical diagnosis. In order to make the most of these technologies, there needs to be an investment by governments to enable changes in digital systems, so that they are safe and reliable. It is also imperative to understand that digital health arises as a complementary mean to health systems and not as a substitute for the current methods. Technologies used in healthcare can complement the processes used in research, clinical trials, appointments or market assessments, in order to provide more information about the safety and use of a medical product.porTecnologias da saúdeSaúde digitalDadosRegulamentaçãoMestrado integrado - 2021A Regulação dos dispositivos de recolha e processamento de dados em saúdemaster thesis202986950