Ganhão, Mónica2021-10-082021-10-0820202446-7189http://hdl.handle.net/10451/49834Ana Plácido (1831-1895) foi uma autora portuguesa que viveu e escreveu na sombra do seu amante, e posterior marido, Camilo Castelo Branco. Sendo hoje praticamente esquecida pela crítica literária, a sua obra é, ainda assim, de extrema importância para o estudo do romance oitocentista e do Romantismo português. No texto “Às Portas da Eternidade”, incluído na sua obra Luz coada por ferros, a autora faz das conturbações psicológicas de uma mulher abandonada pelo amante toda a tessitura do seu texto. A atmosfera sombria e gótica composta pelo ambiente que a circunda e pela iminência da morte transformam este conto numa história de fantasmas, em que a protagonista está prestes a transpor a barreira entre a vida e a morte. O suicídio por amor é neste conto desenhado como um fim desesperado para uma alma sem salvação. A consciência feminina é, aqui como noutros textos deste volume, o lugar por excelência da expressão do terror e angústia psicológicos femininos.porRomance oitocentista portuguêsPlácido, Ana, 1831-1895Mulheres escritorasAna Plácido e o terror da consciência feminina "Às Portas da Eternidade"journal articlehttps://doi.org/10.32748/revec.v5i16.14169