Pais, José Machado2020-05-272020-05-272019Pais, J. M. (2019). A pesquisa como dádiva: inspirações cearenses. Revista de Ciências Sociais. Fortaleza, v. 50, n. 1, 2019, p. 17–48.2318-4620http://hdl.handle.net/10451/43719A primeira vez que aterrei em Fortaleza foi em setembro de 2001, para participar no X Congresso Brasileiro de Sociologia, organizado pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Lembro-me de ter ficado alojado no Praiano Hotel, na avenida Beira Mar, aonde cheguei a meio de uma tarde soalheira. Tomei um duche rápido e logo deixei o hotel para um passeio no calçadão. Olhei o mar, suspirei fundo e, guiado pelo instinto, virei à esquerda sem destino certo. Calcorreadas umas três centenas de metros, começo a ouvir uns acordes de chorinho. O escutar é uma forma de perscrutar a realidade. Sigo atrás de quem me chama. Um cavaquinho, uma flauta, uma guitarra e um pandeiro. Foi assim que se deu o meu primeiro encontro com a Praia de Iracema. O delicioso chorinho viria a encontrá-lo nas cercanias da Ponte Metálica, na esplanada de um charmoso barzinho, o Cais Bar.porA pesquisa como dádiva: inspirações cearensesjournal article