Abreu, Ana Maria Ferreira das NevesCaldeira, DanielRicardo, Inês Aguiar de Oliveira2025-01-142025-01-142024-01-18http://hdl.handle.net/10400.5/97182Tese de mestrado, Reabilitação Cardiovascular, Universidade de Lisboa, Faculdade de Medicina, 2024Introdução e Objetivo: A Reabilitação Cardíaca (RC) constitui uma intervenção estruturada associada a melhorias na qualidade de vida, capacidade funcional, adesão à medicação, redução da ansiedade e depressão, diminuição das taxas de hospitalização e até mesmo redução da mortalidade. A literatura concentrase principalmente na Fase 2 da RC, pelo que a incerteza persiste em relação aos benefícios da Fase 3, frequentemente chamada de fase de manutenção. O principal objetivo deste estudo foi realizar uma avaliação sistemática para avaliar o impacto da Fase 3 dos programas de RC na mortalidade global. Métodos: Para a presente revisão sistemática e metanálise foi realizada uma pesquisa nas bases de dados (MEDLINE e Cochrane Central Register of Controlled Trials) até dezembro de 2022 para identificar estudos que comparassem doentes com doença cardiovascular (DCV) submetidos à Fase 3 da RC com aqueles que recebiam os cuidados habituais. Resultados: Num total de 1867 artigos identificados, 8 (2 estudos controlados randomizados (ECR) e 6 não-ECR) preencheram os critérios de elegibilidade e foram incluídos (N= 60.939 doentes; 82% do sexo masculino, idade média de 62±11 anos). A Fase 3 de um programa de RC associou-se a redução da mortalidade global, demonstrando um Hazard Ratio (HR) de 0,56 (IC 95% 0,49-0,65), com mínima heterogeneidade estatística. Os 8 estudos analisados revelaram programas de RC diversos, particularmente em relação à duração, metodologias de treino e componentes incorporados. Conclusão: Esta metanálise demonstra, pela primeira vez, o benefício da fase 3 de um programa de RC na redução da mortalidade global, realçando a importância da existência de centros especializados e de aumentar a referenciação dos doentes, nomeadamente do sexo feminino.Introduction and purpose: Cardiac Rehabilitation (CR) constitutes a structured intervention that has been linked to enhancements in quality of life, functional capacity, medication adherence, decreased anxiety and depression, diminished hospitalization rates, and even a reduction in mortality. Research predominantly focuses on Phase 2 of CR, so it remains ambiguity regarding the advantages of the phase 3 or maintenance phase. The primary objective of this study is to evaluate the influence of the phase 3 on mortality outcomes. Methods: We conducted searches in databases (MEDLINE and Cochrane Central Register of Controlled Trials) up to December 2022 to identify studies that compared patients undergoing phase 3 of CR with those receiving usual care. Results: Out of a total of 1867 identified articles, 8 (2 randomizes control trials (RCT) and 6 non-RCT) met the eligibility criteria and were included (N= 60,939 patients; 82% male, average age of 62±11 years). Phase 3 of a Cardiac Rehabilitation program exhibited a significant association with reduced mortality, displaying a Hazard Ratio (HR) of 0.56 (95% CI 0.49-0.65), with minimal evidence of statistical heterogeneity. The studies showcased a diverse array of CR programs, particularly in terms of duration, training methods, and incorporated components. Conclusion: This meta-analysis demonstrates, for the first time, the mortality-reducing benefit of Phase 3 within a Cardiac Rehabilitation program, underscoring the significance of specialized centers and advocating for enhanced patient referrals, particularly among female individuals.porReabilitação cardíacaFase de manutençãoRedução de mortalidadeImpacto prognósticoTeses de mestrado - 2024Impacto prognóstico da fase 3 de reabilitação cardiovascular : dados de uma revisão sistemáticamaster thesis203541383