Soeiro, Ricardo Gil2024-03-192025-07-012023-10Soeiro, Ricardo Gil (2023), Acariciar a mais longínqua das estrelas: Contributos para uma Poética Háptica em Eugénio de Andrade, Lisboa, Abysmo.978-989-9014-32-9http://hdl.handle.net/10451/63582Músico da palavra, artesão de sílabas depuradas até ao “sangue dos espelhos”, Eugénio de Andrade fitou o coração do sol e regressou, incólume, para declamar o nosso sobressalto. Estelar e extática, rugosa como as mãos que a fizeram nascer, a leveza do labor de Eugénio sempre se alimentou de uma contínua decantação, cerzindo ávidos versos de uma rara beleza. Como se, de súbito, o mundo nascesse pela primeira vez. É para esse horizonte messiânico, dédalo de perpétuo rejuvenescimento ontológico e renovação do canto, que aponta a magistral Música mirabilis eugeniana: “Talvez a ternura/crepite no pulso,/talvez o vento/súbito se levante,/talvez a palavra/atinja o seu cume,/talvez um segredo/chegue ainda a tempo//– e desperte o lume.”porAcariciar a mais longínqua das estrelas: contributos para uma poética háptica em Eugénio de Andradebook