Silva, Nuno Miguel Elvas NevesPalma, Irina Raquel Ferreira2024-03-272024-03-272023-07-182023-07-03http://hdl.handle.net/10451/63806Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, 2023, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia.Atualmente o envelhecimento populacional é uma realidade que se estende à maioria dos países desenvolvidos. Por um lado, este é um claro sinal de evolução social, pois o aumento do índice de envelhecimento tem subjacente uma maior esperança média de vida, que é devida ao desenvolvimento do conhecimento científico, aos avanços tecnológicos, ao crescimento económico e à promoção das políticas públicas. No entanto, o envelhecimento populacional tem um forte impacto a nível individual. Depois dos 30 anos, idade em que normalmente se atinge o pico da maior parte das funções biológicas, começa-se a perceber um certo declínio relacionado com a idade que pode ser decorrente de aspetos que não se controlam (como a perda de capacidade de adaptação do nosso organismo em situações de stress) ou de aspetos que podem ser modificados pelo próprio indivíduo (como o estilo de vida, alimentação e meio ambiente). Estas alterações fisiológicas vão ter implicações na farmacodinâmica e na farmacocinética de alguns fármacos. Há muitos fármacos que podem ter uma relação benefício/risco positiva para jovens adultos, mas não permanecem desta forma quando se fala da população idosa. E muitos destes fármacos passam mesmo a ser inadequados para a população geriátrica ou, se usados, deve-se ter especial cautela. Uma classe farmacológica que se encontra incluída nesta descrição são as benzodiazepinas, muitas vezes prescritas aos idosos. Um exemplo desta classe farmacológica é o Midazolam que, sendo muito lipofílico, e tendo em conta as alterações fisiológicas nos idosos, é potencialmente inapropriado para esta população. Neste trabalho pretendemos verificar se a dose recomendada de Midazolam preconizada para indução do sono num adulto deveria ser mantida num idoso ou, como suspeitamos, diminuída.Currently, the increase in number and percentage of older population is a reality that extends to most developed countries. On the one hand, this is a clear sign of social evolution, as the increase in the aging rate has an underlying higher average life expectancy, which is due to the development of scientific knowledge, technological advances, economic growth, and the promotion of public policies. However, the increase of older population has a strong impact at the individual level. After the age of 30, the age at which the peak of most biological functions is usually reached, some age-related decline begins to be noticed, which may be due to aspects that are not controlled (such as loss of adaptability of our body in stressful situations) or aspects that can be modified by the individual (such as lifestyle, food and environment). These physiological changes will have implications for the pharmacodynamics and pharmacokinetics of some drugs. There are many drugs that can have a positive benefit/risk ratio for young adults, but do not remain like that when we’re talking about the elderly population. And many of these drugs even become unsuitable for the geriatric population or, if used, special caution must be exercised. A pharmacological class that is included in this description are the benzodiazepines, often prescribed to the elderly. An example of this pharmacological class is Midazolam which, being very lipophilic, and considering the physiological changes in the elderly, is potentially inappropriate for this population. In this work we intend to verify if the recommended dose of Midazolam for inducing sleep in an adult should be maintained in an elderly person or, as we suspect, reduced.porFarmacocinéticaIdosoBenzodiazepinasMidazolamModulaçãoMestrado Integrado - 2023Modelação e simulação de base fisiológica da farmacocinética de fármacos na população idosa : o caso das benzodiazepinas usadas como indutores do sonomaster thesis203511972