Sá, Patrícia2023-12-122023-12-122022-05Sá, Patrícia Passos de. 2022. “Labora et Invenies: Uma Perspetiva Alquímica sobre Frankenstein (1818), de Mary Shelley.” Em estrema: revista interdisciplinar de humanidades 2(1), pp 134-157. [https://doi.org/10.51427/com.est.2022.0006].2182-8040http://hdl.handle.net/10451/61231Em Frankenstein (1818), de Mary Shelley, é inegável que os ensinamentos dos mestres da alquimia foram fundamentais para a evolução de Victor Frankenstein enquanto filósofo da natureza. Contudo, apesar de os ter abandonado a favor do estudo das mais recentes teorias científicas da época, esses ensinamentos nunca escaparam do seu horizonte, permanecendo Victor refém do fascínio que o levou a querer descobrir os mistérios da Natureza e a alcançar o impossível: diluir a barreira entre a vida e a morte. Assim, no presente ensaio pretende-se analisar esta obra de Shelley à luz dos preceitos alquímicos. Estudos como os de Irving H. Buchen, “Frankenstein and the Alchemy of Creation” (1977), e de Asunción López- Varela Azcárate e Estefanía Saavedra, “The Metamorphosis of the Myth of Alquemy in the Romantic Imagination of Mary and Percy B. Shelley” (2017), já abordaram o assunto, mas a nossa perspetiva inova no sentido em que privilegia a vertente metafórica da alquimia, enquanto arte da purificação do ‘Eu’ através de um processo de transmutação que visa a união do espírito e da matéria, da luz e da sombra, num Todo. Procura-se determinar de que modo ocorre essa transmutação em Victor e na sua criatura, e se a finalidade dos alquimistas, de converter os metais, ou os vícios e as paixões terrenas, em ouro, ou virtudes, é atingida. Consequentemente, começa-se por definir o que é a alquimia; de seguida, analisa-se o seu papel na obra de Shelley; e, finalmente, averigua-se o tipo de transmutação que sucede em Frankenstein.porMary ShelleyFrankensteinO monstro de FrankensteinCriadorCriaturaAlquimiaSombraLuzTransmutaçãoLabora et Invenies : uma perspetiva alquímica sobre Frankenstein (1818), de Mary Shelleyjournal articlehttps://doi.org/10.51427/com.est.2022.0006