Villalva, AlinaSilvestre, João Paulo2018-01-262018-01-262015Villalva, A. & Silvestre, J. P. (2015): Movimentos de verbos: os casos de chegar e arribar. in Revista de Filología Románica 32.2 (195-211).0212-999Xhttp://hdl.handle.net/10451/31012Chegar tem, no Português contemporâneo, um uso dominante como verbo de movimento, que refere a aproximação a um destino próximo do locutor, mas tem outras aceções, resultantes, em alguns casos, de uma generalização paralela àquela que o seu étimo (i.e. Lat. applicare ‘juntar’) antes conheceu. A história do verbo português é partilhada pelo galego chegar e pelo castelhano llegar, mas não encontra eco nem no Catalão nem no Francês nem no Italiano. Nestas línguas, cabe a derivados de ripa ‘margem’ desempenhar um papel semelhante, com alguma idêntica polissemia. E o mesmo se verifica no Romeno com o verbo a ajunge. Desse mesmo étimo, recebe o Português (e o Galego e o Castelhano) o verbo arribar, mas não há, no léxico destas línguas, espaço disponível para o integrar como verbo de movimento. Neste artigo, apresentaremos a documentação textual que permite estabelecer uma cronologia das principais mudanças semânticas e a análise desses dados.porChegarLlegarEtimologiaSemânticaVerbos de movimentoMovimentos de verbos: os casos de chegar e arribarjournal articlehttp://dx.doi.org/10.5209/RFRM.55019