Baptista, Mónica2025-07-182025-07-182019-09In: Convocarte, nº8 (set. 2019): Arte e Tempo, p. 233-2472183–6973http://hdl.handle.net/10400.5/102252O presente trabalho problematiza os processos criativos do artista e a sua relação com a intenção de fixar o tempo num objecto de arte. Tendo como ponto de partida “O Sol do Marmeleiro”, de Victor Erice, são analisados os processos criativos que envolvem a tentativa do pintor Antonio López para fixar num quadro a luz de um marmeleiro e a consequente tentativa do realizador para registar em imagens-em-movimento esse esforço. Com este estudo pretende-se alcançar uma compreensão aprofundada da ligação que um artista mantém com as suas fantasias, a natureza da sua arte e a possibilidade de deixar o objecto final inacabado. O filme permite desenvolver uma reflexão em torno da questão da materialização do tempo no cinema e na pintura; discernindo-se que, em última análise, este desejo de fixar o tempo é sempre ilusório, mas uma eterna fantasia que permite ao artista perseverar nessa missão de registar a fugacidade do momento presente numa obra de arte.porCinemaPinturaTempoInacabamentoSonhoFantasiaCriatividadeO processo criativo do artista em “O Sol do Marmeleiro”: tempo, inacabamento, autobiografia e sonhojournal article2183–6981