Marques, António Lourenço2020-01-072020-01-072018-110872-4784http://hdl.handle.net/10451/40726A eutanásia ou “boa morte” passou, no início do século XVII, a integrar o domínio da ética médica através do filósofo inglês, Francis Bacon. Ele preconizou que a eutanásia, como “morte doce e pacífica” dos doentes, devia ser procurada pelos médicos, com os seus cuidados, e reprovou o abandono a que eram votados, no costume que vinha da tradição hipocrática. A palavra eutanásia sofreu altera‑ ção do seu sentido baconiano, no século XIX, quando passou a significar a morte provocada, intencionalmente, como via para alcançar a “boa morte”. A medicina paliativa representa, porém, a concretização da medicina actual quanto ao com‑ promisso de não abandono dos doentes terminais, e à procura efetiva de uma boa morte, através de cuidados, tal como Francis Bacon defendeu.Euthanasia or “good death”, in the early seventeenth century, became part of the field of medical ethics through the English philosopher, Francis Bacon. He advocated that euthanasia, as “sweet and peaceful death” of the sick, should be sought by the physicians, with their care, and disapproved the abandonment, as determined by the Hippocratic tradition. The word euthanasia underwent a change in its Baconian sense, in the nineteenth century, when it came to mean death inten‑ tionally provoked as a way to achieve “good death.” Palliative medicine, however, represents the realization of current medicine regarding the commitment not to abandon the terminally ill, and to the effective search for a good death through care, as Francis Bacon defended.porBacon, Francis, 1561-1626 - Crítica e interpretaçãoEutanásiaBoa morteMedicina paliativaSedaçãoA "Boa Morte" de Baconjournal article