Vieira, Ana2019-12-192019-12-192019-05In: Expressão múltipla II : teoria e prática do desenho : atas das conferências. - Lisboa, 2019, p. 24-34http://hdl.handle.net/10451/40634Nesta comunicação o desenho é problematizado como ‘lugar de contato’ entre quem desenha, o tempo, a memória e os lugares nele convocados. Para isso, no desenho elegem-se superfícies de uso diário (inscritas pelo desempenho das práticas quotidianas) que se fundem ou misturam com as do próprio desenho, resultando na conceção de ‘peles’ ou positivos do molde que é oferecido pelo real. O fazer do desenho é aqui simultâneo com o fazer do seu próprio suporte, que é papel de algodão manufaturado e a escolha da tomada de vista para o realizar tornase a descoberta, o encontro e a captura do vestígio que, como um ‘desenho latente’, afirma a vida diária ou o contato da ideia com o gesto, o lugar, o material e o tempo que a registam. Este é um contato líquido que, repetindo-se sucessivas vezes, se aproxima do movimento de renovação da lavagem que a água potencia, permitindo sempre alcançar novidade.porDesenhoQuotidianoMetodologiasInstalação (Arte)Teoria da artePortugalO desenho como lugar de contatojournal article