Gonçalves, Mário Abel Carreira, 1965-Mirão, José António PauloMartins, Miguel Alexandre Vaz2022-07-192022-07-1920222022http://hdl.handle.net/10451/53863Relatório de estágio de mestrado, Geologia Económica, Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, 2022A Brecha de Sto António é o nome comercial dado a uma rocha que é explorada na Bacia Lusitânica, mais precisamente, na Formação de Sto António-Candeeiros e na Formação Chão das Pias. Estas formações correspondem ao Jurássico médio de idade Bajociano – Batoniano, entre os 166 e os 170 Ma, e relatam o segundo episódio de rifting da Bacia Lusitânica e que expressa uma evolução na sedimentação da bacia para ambientes cada vez mais marinhos. Esta dissertação focou-se essencialmente no estudo de uma área relativamente restricta de 2 a 3 km2 onde estão inseridas duas pedreiras, a pedreira dos Bentos e a pedreira da Moliana, de onde é extraída a Brecha de Sto António. Esta rocha caracteriza-se por apresentar uma textura peculiar brecheficada e heterogénea, de cor acastanhada a creme, localmente com manchas avermelhadas e com pockets preenchidos por calcite tardia e frequentemente euédrica. Após a realização de uma cartografia de detalhe e amostragem, foi possível verificar que a zona estudada se encontra afectada por uma diversidade de episódios de carsificação e apresenta uma grande variedade de fácies que varia tanto vertical, como lateralmente. As rochas calcárias formaram-se num ambiente marinho de baixa profundidade e de hidrodinamismo alto, na proximidade de uma barreira de corais, de que resultaram a formação de alguns biostromas. A elevada porosidade destes calcários terá facilitado a posterior dolomitização, por interacção com um fluido rico em Mg e que se pensa ser a água do mar aliado a um possível refluxo de água do mar ligeiramente evaporada. Por fim, estas rochas sofreram processos de recristalização, dissolução/precipitação de calcite que se pensa serem, em parte, resultantes da percolação de fluidos per descenso de natureza meteórica, que em parte terão sido responsáveis pela carsificação destes calcários. Composicionalmente, os carbonatos estudados têm características similares aos da mesma idade noutros domínios da Bacia lusitânica, contudo apresentam valores anómalos para alguns elementos menores, nomeadamente Fe, Ba, Zn, Mn, Co e Ni, possivelmente herdados da rocha sedimentar carbonatada primária.porBacia LusitânicaBrecha de Sto Antóniodolomitecalcite e rocha ornamentalRelatórios de estágio de mestrado - 2022Controlo estrutural, mineralógico e geoquímico na formação da Brecha de Sto António, Maciço Calcário Estremenho: implicações para o seu aproveitamento económicomaster thesis203218396