Cardeira, EsperançaVillalva, AlinaSilvestre, João Paulo2018-01-262018-01-262016Cardeira, E.; Silvestre, J. P. & Villalva, A. (2016): A especulação das cores. in M. Lupetti & V. Tocco (eds) Giochi di Specchi. Modelli, Tradizioni, Contaminazioni e Dinamiche Intercultural nei e tra i Paesi di Lingua Portoghese (575-584). Pisa: Edizioni ETS.978-884674536-1http://hdl.handle.net/10451/31016A produção da cor sofreu significativas alterações, quer no que diz respeito aos pigmentos, substâncias e instrumentos utilizados, quer em relação aos próprios processos de fabrico. Paralelamente, os nomes das cores também sofreram modificações: se alguns se conservaram, também se introduziram novas designações e outras mudaram. O resultado dessas mudanças é que aos olhos de um observador atual, muitas das antigas designações se tornaram completamente opacas. Cada língua elaborou o seu próprio elenco de nomes de cores e esse elenco tem, em cada língua, uma história singular. Por isso, tal como em qualquer outro plano de análise linguística, estudar o léxico que designa as cores implica observar a variação entre formas e a seleção de algumas em prejuízo de outras. Acresce que o estudo do léxico da cor coloca problemas específicos, já que não são apenas os nomes das cores que variam no tempo: é provável que a própria perceção das cores que os nomes designam tenha mudado. Se a distinção entre cores corresponder a um espectro dinâmico que foi, em épocas distintas, preenchido por diferentes nomes, então as cores que os nomes designam nem sempre foram aquelas a que atualmente se referem. E se é certo que a perceção das cores varia de pessoa para pessoa, também é certo que varia de sistema linguístico para sistema linguístico. Compreender essa variação na sincronia não é fácil; na diacronia torna-se ainda mais complicado.porA especulação das coresbook part