Mendonça, AntónioFerreira, Fernando Manuel Rôxo2020-02-112020-02-111997-06Ferreira, Fernando Manuel Rôxo (1997)." A União Económica e Monetária na Europa e as restrições às políticas fiscais de estabilização: o caso de Portugal". Dissertação de Mestrado, Universidade de Lisboa. Instituto Superior de Economia e Gestão.http://hdl.handle.net/10400.5/19674Mestrado em Economia InternacionalPerspectivou-se a evolução da estabilização de instrumentos para contrabalançar os efeitos das "falhas de mercado", à sua substituição pelas políticas de desinflação e "consolidação fiscal" como instrumentos para "reparar" os efeitos das "falhas governamentais", e finalmente a estabilização pela "credibilidade" perante baixa inflação mas crescimento "insuficiente". Procurou-se extrair alguma evidência, na União Europeia (UE), da relação inflação-crescimento e concluímos pela inexistência de um inequívoco trade-off, encontrando em contrapartida sinais de correlação positiva entre a instabilidade do crescimento e a sua desaceleração. Enquadrámos teoricamente a estabilização cíclica e concluímos da sua pertinência acrescida numa União Económica e Monetária, em particular, na "singular" federação europeia. No caso de Portugal encontrámos sinais reforçados de correlação positiva entre a instabilidade do crescimento e a sua desaceleração. Procurámos avaliar a dimensão da redução da capacidade de estabilização dos estabilizadores fiscais automáticos resultante das restrições da UEM a esses estabilizadores, em Portugal. Concluímos que perante um choque, negativo e assimétrico da procura, com a regra orçamental implícita no PCEC a eventual perda relativa de output variará inversamente com a dimensão do choque, podendo atingir cerca de 40 por cento para um choque equivalente ao ocorrido em 1992/93. Estimámos que na fase C, poder-se-ão absorver choques sem perda relativa de output, até 8 p.p. ou 16 p.p. de PIB, consoante a margem para agravamento do défice for de 2 p.p ou 4 p.p de PIB, respectivamente A constatação de que a perda relativa de output, tudo o resto sem alteração, se reduz com a redução do peso do consumo público, confere importância à estratégia de consolidação fiscal pelo lado da despesa, e acuidade à solução de "privatização de serviços".porUnião monetáriaTratado de MaastrichtRegras orçamentaisEstabilizadores automáticosChoques assimétricosA União Económica e Monetária na Europa e as restrições às políticas fiscais de estabilização: o caso de Portugalmaster thesis