Barroso, Ana2013-03-062013-03-062009Cine Qua Non, nº 0, 2009, p. 58-691647-4198http://hdl.handle.net/10451/7901Heart of Darkness e Elephant, sendo obras formalmente distintas, têm muito em comum, especialmente no tratamento da violência absurda perpetrada pelo ser humano e na incapacidade em compreender tais actos, racionalizá-los ou explicá-los. Um século separa a produção das duas obras e, apesar das diferenças formais e narrativas (a primeira, uma obra literária; a segunda, cinematográfica; uma expõe o mundo dos adultos; outra, o mundo dos adolescentes; uma passa-se numa selva interior e longínqua de África; outra numa escola suburbana de Portland), ambas se constituem a partir de um contexto histórico verdadeiro, embora nenhuma delas se detenha em pormenores documentais, mas simbólicos. Ambas as obras exigem um leitor/espectador atento e activo na construção de sentidos, pois tanto o livro como o filme se recusam a dar explicações para os acontecimentos narrados. Nesse sentido, também as duas obras jogam com as expectativas dos seus respectivos públicos: porque inseridos num determinado contexto histórico, as suas expectativas estão moldadas pela sua época e, por isso, os artistas sabem que podem produzir uma obra consensual e ir ao encontro dessas expectativas ou, pelo contrário, recusarem esse facilitismo e criar uma obra não convencional, rasgando com as expectativas da época. O experimentalismo das duas obras gerou controvérsia e, portanto, granjeou adesão e rejeição, tanto por parte da crítica, como do público.porConrad, Joseph, 1857-1924. Heart of DarknessElephantLeitorEspectadorConstrução de sentidos"The Horror! The Horror!" A violência do indizível em Heart of Darkness e Elephantjournal article