Barreto Xavier, ÂngelaPaiva, José Pedro2024-01-032024-01-032005Xavier, Â. B., Paiva, J. P.(2005)Portugaliae Monumenta Misericordiarum. Vol. 4: Crescimento e Consolidação: de D. João III a 1580. Lisboa: União das Misericórdias Portuguesas972-98904-3-9http://hdl.handle.net/10451/61582Crescimento e consolidação. Estas duas palavras parecem enunciar os sentidos revelados pelos documentos que constituem este quarto volume dos Portugaliae Monumenta Misericordiarum, relativo ao período compreendido entre a subida ao trono de D. João III, em 19 de Dezembro de 1521 e o final de 1580. Durante esse ano turbulento, no centro da arena política morreu o cardeal-rei D. Henrique e assumiu o poder D. Felipe I, após a proclamação de Castro Marim e o seu triunfo sobre D. António, prior do Crato, na Batalha de Alcântara. Neste volume oferece-se uma visão panorâmica sobre uma época que, depois das primeiras duas décadas de vida das misericórdias, pode ser enunciada como um tempo de crescimento e consolidação institucional, fundamental para a futura hegemonia das misericórdias no universo (e no imaginário) assistencial do Reino e do seu império. Foi possível reunir dados provenientes de um conjunto vasto de Misericórdias, que representam a diversidade da sua implantação geográfica em Portugal e no seu império ultramarino, abrangendo cidades e vilas de dimensão distinta, localidades do interior, do litoral, do sul, do centro e do norte do Reino, bem como das suas diferentes colónias. Estes dados providenciam elementos que em muito enriquecem as representações que se têm produzido sobre a vida destas instituições durante os reinados de D. João III, D. Sebastião (incluindo as regências da sua avó, D. Catarina e do seu tio-avô, cardeal D. Henrique) e de D. Henrique. De facto, a escassez de estudos sobre as misericórdias especificamente dedicados a este período, cuja importância estruturante para a vida do Reino e, por conseguinte, para a vida destas instituições é inquestionável, começa agora a ser alterada, o que permite rever algumas das interpretações dominantes 1. Este trata-se, evidentemente, de um primeiro fresco, o qual virá a ser, seguramente, refeito, alterado, melhorado por futuras investigações. Assim sendo, o volume pretende constituir-se como um contributo para a emergência de novas problemáticas e com elas, de ulteriores estudos que permitirão tornar mais sólido e amplo o conhecimento da história das misericórdias.porPortugaliae Monumenta Misericordiarum. Vol. 4: Crescimento e Consolidação: de D. João III a 1580book