Alexandra Rodrigues Santos,Sara2025-12-302025-12-302025http://hdl.handle.net/10400.5/116467Este estudo analisa a relação entre emoções e variáveis urbanas, a partir de uma abordagem multidisciplinar baseada em Sistemas de Informação Geográfica (SIG). Para o efeito, foram utilizadas variáveis espaciais como o uso do solo, pontos de interesse, caminhabilidade, índice de vegetação (NDVI), ruído, edifícios em estado de degradação, altura dos edifícios, vulnerabilidade ao calor e temperatura, complementadas por dados emocionais extraídos do Twitter e por 61 inquéritos aplicados a cidadãos. A nível metodológico, recorreu-se a uma análise de correlação de Spearman, à realização de uma análise de regressão linear (OLS), a análises bivariadas e à realização de mapas de calor através de uma Kernel Density Estimation para identificar padrões estatísticos e espaciais entre variáveis urbanas e emoções. Os resultados revelaram a existência de correlações estatisticamente fracas, mas consistentes, sugerindo que fatores como a cobertura vegetal, o conforto térmico e a qualidade do edificado têm impacto na perceção emocional. A análise espacial evidenciou ainda que a expressão emocional se concentra em áreas de centralidade urbana, sociabilidade e lazer. Os inquéritos reforçaram estes resultados, destacando a relevância dos espaços verdes para o sentimento de segurança e o impacto do ruído no bem-estar emocional. Apesar das limitações do estudo, nomeadamente a impossibilidade de integrar métricas de Space Syntax e a reduzida dimensão amostral, os resultados sublinham a importância de considerar a relação entre cidade, ambiente e emoções no planeamento urbano contemporâneo.application/pdfporEmoçõesMapa de CalorAnálise de SpearmanAnálise EspacialMorfologia urbana e emoções : uma análise correlativa e comparativa para os períodos anterior, durante e pós COVID-19Urban Morphology and EmotionsA Correlational and Comparative Analysis of the Pre-, During and Post-COVID-19 Periodsmaster thesis204093341