Soares, Maria AugustaPinheiro, Ana Catarina dos Santos2017-03-062017-03-0620152016http://hdl.handle.net/10451/26876Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia, 2014Introdução: Os Cuidados Farmacêuticos apresentam-se, atualmente, como o serviço que tem como objetivo identificar, resolver e prevenir Problemas Relacionados com os Medicamentos, contribuindo para a melhoraria dos Resultados Clínicos dos doentes. Em Portugal, este serviço já foi implementado a nível nacional, no entanto, acabou por restringir-se a programas pontuais. Objetivos: Conhecer a realidade dos Cuidados Farmacêuticos em Portugal e identificar as principais barreiras e facilitadores à sua implementação. Métodos: Foi realizada pesquisa bibliográfica destinada a conhecer a realidade dos Cuidados Farmacêuticos a nível internacional e nacional e, para conhecer as barreiras e facilitadores à implementação dos Cuidados Farmacêuticos em Portugal, foi aplicado um inquérito a farmacêuticos envolvidos nos Cuidados Farmacêuticos. O questionário foi enviado para uma amostra por conveniência de farmacêuticos que se sabia estar envolvidos nesta atividade (n=98). Efetuou-se uma análise descritiva. Resultados: Vários foram os Programas de Cuidados Farmacêuticos implementados em Portugal, mas que, apesar dos resultados positivos, acabaram por terminar. Com as 33 respostas ao inquérito, a maioria dos respondentes considerou necessária remuneração do serviço, ser prestado por um farmacêutico da própria farmácia e que a hipertensão e diabetes são as patologias prioritárias para o acompanhamento farmacoterapêutico. As barreiras mais apontadas foram a falta de tempo (69,7%; n=23), a inércia dos farmacêuticos enquanto grupo (66,7%; n=22) e a falta de formação em tomada de decisão para resolver resultados negativos em saúde (63,6%; n=21). Na tentativa de solucioná-las, foi sugerida a integração dos farmacêuticos nos Cuidados de Saúde Primários (69,7%; n=23), a mudança de atitude do farmacêutico (51,5%; n=17), a sua formação clínica (48,5%; n=16) e alterações no currículo universitário (45,5%; n=15). Conclusões: Tornou-se evidente a necessidade e os benefícios da implementação dos Cuidados Farmacêuticos, bem como os seus resultados positivos, já demonstrados no nosso país. No entanto, são necessárias alterações estruturais, mudanças de atitude e uma aposta concreta no serviço.application/pdfporAtitudeBarreirasCuidados FarmacêuticosFormaçãoMestrado Integrado - 2014RemuneraçãoTempoOs cuidados farmacêuticos em Portugal e as suas barreiras : perspetiva atualmaster thesis