Rosa, Rui Afonso Bairrão daPegado, Maria2021-06-142024-10-262020-092020-06http://hdl.handle.net/10451/48529A atividade antropogénica está a libertar dióxido de carbono para a atmosfera, que se traduz em alterações físicas e químicas dos nossos oceanos outrora pristinos. Os níveis de dióxido de carbono estão a aumentar a uma velocidade sem precedentes o que resulta no aumento de temperatura (incluindo um aumento de ondas de calor marinhas) e acidificação dos oceanos. Simultaneamente as populações de tubarões estão a diminuir e, como elementos essenciais dos ecossistemas marinhos, é imperativo determinar a sua vulnerabilidade aos potenciais riscos que um oceano em mudança acarreta. Assim, o objetivo da presente dissertação foi investigar os impactos que uma onda de calor marinha e a acidificação dos oceanos poderão ter na ecofisiologia de tubarões temperados (Scyliorhinus canicula) e tropicais (Chiloscyllium plagiosum) juvenis bentónicos, incluindo respostas de stress oxidativo, parâmetros hematológicos, crescimento e performance natatória. Os resultados sugerem que a espécie temperada estudada é mais sensível ao aquecimento que à acidificação, uma vez que a exposição a uma onda de calor marinha alterou a contagem de células sanguíneas e aumentou a taxa de ventilação enquanto a acidificação não surtiu efeitos significativos. Além disso, a acidificação só afetou a espécie tropical estudada, uma vez que uma curta exposição foi suficiente para reduzir a taxa de crescimento, o tempo de natação e a atividade da acetilcolinesterase no cérebro. Os impactos observados parecem indicar alguma resiliência às alterações climáticas. Contudo, até estes efeitos subletais podem reduzir o estado físico e a sustentabilidade destes tubarões a longo curso, com potenciais efeitos cascata ao longo do ecossistema.Anthropogenic activities release carbon dioxide into the atmosphere, which is leading to physical and chemical changes on our once-pristine oceans. The atmospheric levels of carbon dioxide are rising at unprecedented rates, resulting in ocean warming (including marine heatwaves) and acidification. Alongside, shark populations are dangerously declining and, as key elements of marine ecosystems, it is of extreme relevance to determine their vulnerability to the potential risks to climate change. Hence, the purpose of the present dissertation was to investigate the impacts that marine heatwaves and ocean acidification may have on the ecophysiology of juvenile temperate (Scyliorhinus canicula) and tropical (Chiloscyllium plagiosum) benthic sharks, including oxidative stress response, hematological parameters, growth and swimming performance. The findings suggest that the temperate species is more sensitive to warming than to acidification, as exposure to a marine heatwave altered normal blood cells counts and increased ventilation rates, while ocean acidification did not elicit significant alterations. Moreover, ocean acidification only affected the tropical species, as a short-term exposure was enough to reduce growth rates and time spent swimming and even to reduce acetylcholinesterase’s activity in the brain. The observed effects may indicate an overall resilience of sharks towards these physical and chemical changes in the ocean. Nonetheless, these sublethal effects may reduce sharks’ fitness and sustainability at long-term, with potential cascading effects at ecosystem level.engOndas de calor no maracidificação dos oceanostubarõesfisiologiahematologiastress oxidativoMarine heatwavesocean acidificationsharksphysiologyhematologyoxidative stressEffects of climate change in the early ontogeny of temperate and tropical sharksdoctoral thesis101580819