Costa, Eduarda Pires Valente da Silva Marques daSousa, Paulo Alexandre MorgadoSantos, Jorge Miguel Lampreia Almeida2024-03-192024-03-192023-112023-05http://hdl.handle.net/10451/63579A noção de que os espaços urbanos comportam riscos para a saúde humana não é nova. Malefícios como o crime e a violência urbana, a poluição do ar e da água, o ruído, os acidentes rodoviários, o isolamento social, a falta de espaços verdes ou abertos, os engarrafamentos, as ilhas de calor urbano, etc., continuam a afetar até as cidades mais sofisticadas. Intervenções espúrias são melhores do que nada, mas a falta de resultados de saúde que lhes deem respaldo, levam a abordagens mais ambiciosas. O movimento das Cidades Saudáveis da OMS surgiu há mais de três décadas com o intuito de motivar os governos e a sociedade civil a desenvolverem estratégias, em diversos setores das políticas sociais, com a implementação de projetos interinstitucionais e intersectoriais, visando realizar ações de melhoria das condições de vida e da saúde da população urbana e, portanto, da sua qualidade de vida. É nesse sentido que a Qualidade de Vida Urbana (QVU) se tornou num indicador fundamental para saber o quão saudável se pode considerar uma cidade. A medição da QVU é um contributo fundamental para o progresso das Cidades Saudáveis considerando a necessidade dos seus promotores em mostrarem às comunidades, políticos e parceiros envolvidos que os seus esforços produzem resultados reais. Foi com o intuito de apresentar um instrumento capaz de produzir diagnósticos de forma continuada acerca da QVU num dado território que se conduziu este trabalho. Propôs-se o mesmo instrumento para alcançar um objetivo importante, que foi o de procurar confirmar a hipótese de que espaços urbanos formados com base num perfil de proximidade, apoiados em alternativas de mobilidade mais limpas e sustentáveis e com outros dos requisitos que vêm orientando a construção das Cidades Saudáveis, podem de facto sustentar maior QV para as suas populações.The notion that urban spaces pose risks to human health is not new. Harms such as crime and urban violence, air and water pollution, noise, road accidents, social isolation, lack of green or open spaces, traffic jams, urban heat islands, etc., continue to affect even the most sophisticated cities. Spurious interventions are better than nothing, but the lack of health outcomes to back them up leads to more ambitious approaches. The WHO Healthy Cities movement emerged more than three decades ago with the aim of motivating governments and civil society to develop strategies, in various sectors of social policies, with the implementation of interinstitutional and intersectoral projects, aimed at carrying out actions to improve the conditions of life and health of the urban population and, therefore, of their quality of life. It is in this sense that the QoUL has become a fundamental indicator to know how healthy a city can be considered. Measuring the QoUL is a fundamental contribution to the progress of Healthy Cities considering the need for its promoters to show the communities, politicians and partners involved that their efforts produce real results. It was with the intention of presenting an instrument capable of continuously producing diagnoses about the QoUL in a given territory that this work was carried out. The same instrument was proposed to achieve an important objective, which was to seek to confirm the hypothesis that urban spaces formed on the basis of a proximity profile, supported by cleaner and more sustainable mobility alternatives and with other requirements that have been guiding the construction of Healthy Cities, can in fact sustain a higher QoL for their populations.porCidades SaudáveisQualidade de Vida UrbanaModelo de avaliaçãoPlaneamento urbanoPolíticas públicasHealthy CitiesQuality of Urban LifeEvaluation modelUrban planningPublic policyQualidade de vida e planeamento de cidades saudáveis : proposta de modelo de avaliaçãodoctoral thesis101616090