Rosado, António Fernando BoletoRamos, Francisco Alberto Barceló da Silveira2022-12-052022-12-052022-09-30http://hdl.handle.net/10400.5/26357O objetivo central deste estudo é caraterizar os perfis de formação de futebolistas de alto rendimento no futebol português, descrevendo, na perspetiva dos próprios futebolistas, o que percecionam como as determinantes essenciais da sua carreira e omodo como lidaram com as diversas transições de carreira. Realizámos, para o efeito, um estudo com duas partes: uma para caraterizar os perfis de formação e outra para descrever as transições de carreira destes futebolistas portugueses de elite. Para o efeito, utilizámos entrevistas semiestruturadas, de carácter retrospetivo e uma metodologia de investigação qualitativa baseada na análise temática. Entrevistámos, para o efeito, vinte futebolistas de elevado nível de prática. Em síntese geral, todos os futebolistas de elite iniciaram-se na modalidade com o futebol de rua, entre os 4 e os 10 anos de idade, e a maioria manteve essa prática informal após entrar no futebol institucional. Verificou-se que, de forma geral, os futebolistas peritos não percecionaram altura e a maturidade, comparadas, superiores aos seus pares na infância e adolescência. Todos iniciaram o treino supervisionado antes dos 10 anos, tendo-se envolvido em prática regular entre os 5 e 10 anos. A maioria dos futebolistas sentiu que essa prática era de elevada intensidade, quer em treino quer em competição, e relata a sua progressividade nas etapas formativas, considerando ter vivido em condições de treino adequadas, particularmente após os 16 anos. Referem e valorizam a focalização na carreira, e um elevado nível de compromisso, como fatores de sucesso e a sua capacidade de manterem estas caraterísticas ao longo da sua formação e desenvolvimento profissional. Referem e valorizam a dimensão lúdica nas atividades, o elevado suporte parental e a baixa ou nenhuma pressão parental como fatores facilitadores. Em geral, referem, também, elevado suporte do treinador, suporte esse que se prolonga até ao escalão sénior. Genericamente, a transição de júnior para sénior foi vivida de forma satisfatória, desafiante, desejada, mas, também, difícil. Já a transição final de carreira é vivida, de uma maneira geral, de forma positiva, “feliz carreira, triste por acabar”, com satisfação elevada para uns e algumas dificuldades para outros. Pela diversidade dos testemunhos inferimos que as carreiras e transições são singulares, devendo estas condições ser consideradas nos planos de gestão de carreiras para futebolistas.porCarreira desportivaFormação desportiva a longo prazoFutebolista peritoTransições de carreiraPercursos da formação a longo prazo do praticante de futebol em Portugaldoctoral thesis101487592