Escária,Vítor Manuel AlvaresRicardo,Tiago Miguel Gaudêncio Dias2026-05-042026-05-042025http://hdl.handle.net/10400.5/118343Trabalho Final de Mestrado, Economia e Políticas Públicas, ISEG, 2025O presente estudo avalia o impacto da Semana de Trabalho de Quatro Dias na produtividade das empresas. Com base numa amostra de 120 unidades, a análise empírica pretende fornecer uma visão do efeito da implementação desse modelo. São realizadas análises bivariadas e de correlação, e estimados modelos de regressão linear com a produtividade (por hora trabalhada e por trabalhador, em nível e/ou logaritmo) no ano da implementação como variável dependente. Os modelos incluem variáveis relativas à entidade — código de atividade económica, número de diretores e gestores, género do presidente, dimensão, abertura ao comércio externo, proporção de trabalhadores homens e a tempo completo, peso dos salários nas vendas, taxa de investimento, receitas operacionais e taxa de lucro — e variáveis relativas à implementação do novo modelo - existência de implementação, ciclo económico e interações -, sempre que possível defasadas (t-1) para evitar endogeneidade e permitir uma análise de curto prazo. Os resultados indicam que a correlação entre horas trabalhadas por pessoa e produtividade por hora (ambas em logaritmo) passou de nula a negativa, sugerindo um possível efeito positivo do novo modelo, mas não generalizado. Contudo, verificou-se uma deterioração do output gerado por trabalhador. Com base nas análises de regressão, não se rejeita a ausência de impacto da Semana de Trabalho de Quatro Dias na produtividade, revelando-se, contudo, um efeito robusto na diferenciação da produtividade para entidades com diferentes taxas de lucro. Variáveis como receitas operacionais, taxa de investimento (com sinal diferente do esperado), proporção de trabalhadores homens e dimensão são estatisticamente significativas, mostrando padrões estruturais ligados à produtividade. Os resultados apontam que médias e grandes empresas, com maior proporção de homens, menores taxas de investimento e que, simultaneamente, implementaram o modelo e têm maiores taxas lucro, têm, em média, maior produtividade no curto prazo. A conclusão sobre o impacto não significativo do novo modelo contrasta com a maioria da literatura, podendo tal decorrer de efeitos que ainda não se materializaram, dado o curto espaço de tempo decorrido desde a sua implementação.This study evaluates the impact of the Four-Day Workweek on company productivity. Based on a sample of 120 firms, the empirical analysis aims to provide insight into the effects of implementing this model. Bivariate and correlation analyses are conducted, along with linear regression models where productivity (per hour worked and per employee, expressed in levels and/or logarithms) in the year of implementation is the dependent variable. The models include firm-level variables — industry classification code, number of directors and managers, gender of the president, company size, openness to international trade, proportion of male and full-time workers, wage-to-sales ratio, investment rate, operating revenue, and profit margin — as well as variables related to the implementation of the new model, such as whether the new model was adopted, the economic cycle, and relevant interactions. Wherever possible, explanatory variables are lagged (t-1) to avoid endogeneity and allow for short-term analysis. The results indicate that the correlation between hours worked per employee and productivity per hour (both in logarithmic form) shifted from zero to negative, suggesting a potential, but not universal, positive effect of the new model. However, a decline in output per worker was observed. Based on the regression analyses, the hypothesis of no impact from the Four-Day Workweek on productivity cannot be rejected. Nevertheless, a robust effect is found in the variation of productivity across firms with different profit margins. Variables such as operating revenue, investment rate (with an unexpected sign), proportion of male workers and company size are statistically significant, reflecting structural patterns linked to productivity. The results suggest that medium and large firms, characterized by a higher share of male employees, lower investment rates, and the simultaneous implementation of the model alongside higher profit margins, tend to demonstrate, on average, greater short-term productivity. The finding of no significant impact from the new model contrasts with much of the existing literature, which may be due to effects that have yet to materialize, given the short time since its implementation.application/pdfporCompaniesFour-day workweekPortugalproductivityEmpresasPortugalProdutividadeSemana de trabalho de quatro diasImpacto da semana de trabalho de quatro dias na produtividade : o caso portuguêsmaster thesis