Pimentel, José, 1952-Pereira, Pedro Jorge Filipe, 1978-Correia, Cátia Sofia da Palma, 1990-2017-03-242017-03-242016http://hdl.handle.net/10451/27274Tese de mestrado, Neurociências, Universidade de Lisboa, Faculdade de Medicina, 2016Os meningiomas são a segunda neoplasia mais frequente no SNC, e representa 26% de todos os tumores intracranianos. Estão divididos em três graus histológicos I, II e III de acordo com os critérios de anaplasia definidos pela OMS, no entanto, e para um diagnóstico inequívoco do grau de anaplasia é necessário a contribuição de indicadores quantitativos. A atividade proliferativa de qualquer tumor pode ser determinada pela utilização de técnicas de imunohistoquímica com o anticorpo MM1, que deteta um epítopo do antigénio Ki-67, uma proteína nuclear, presente em toda a fase ativa do ciclo celular (G1,S,G2 e M). Contudo, o índice de Ki-67 não é utilizado como critério de anaplasia, devido à variabilidade das técnicas de imunohistoquímica em diferentes laboratórios. A utilização da densidade celular, um novo método quantitativo, permite superar este problema, uma vez que a contagem celular é independente do patologista. O objetivo primário deste estudo foi determinar a densidade celular de uma amostra de 250 casos de meningioma, e quantificar o índice proliferativo, com o anticorpo ki-67. Pretende-se após esta determinação relacionar estes dois dados quantitativos entre si, e com o grau histológico, com os critérios da OMS. Como objetivo secundário pretendeu-se estabelecer valores, com a quantificação da densidade e do índice proliferativo, para os quais fosse possível diferenciar entre os vários diagnósticos histológicos, melhorando a capacidade de dianóstica, tornando a classificação histológica, um pouco menos subjectiva. Foram realizados tissue microarrays, dos diferentes casos, após selecção microscópica das áreas mais representativas. Dos 250 meningiomas analisados, 140 foram de grau I, 79 de grau II e 31 de grau III. O rácio entre indivíduos do sexo feminino e masculino foi de 1,86:1. A análise dos resultados deste estudo demonstrou que a média do índice proliferativo foi de 3,85±4,97%, 2,70±2,60% e 1,81±2,52%, em meningiomas anaplásicos, atípicos e benignos, respetivamente (p=0,001). A média da densidade celular foi de 14,8 ± 3,68 células/ 100μm2, 13,5 ± 2,80 células/ 100μm2 e 12,5±0,04 células/100μm2 para meningiomas anaplásicos, atípicos e benignos, respetivamente (p<0,0001). A análise preliminar das curvas ROC demonstrou que o ponto de corte obtido foi de 1,63% para o índice de Ki-67 e de 14,2 células/100μm2 para a densidade celular. Foram encontradas diferenças significativas na expressão do Ki-67 e densidade celular entre os subtipos de meningiomas de grau I, sendo a variante meningotelial aquela obteve uma expressão superior aos restantes subtipos.Meningiomas represent the second most common central nervous system neoplasms in adults and account for 26% of all primary brain tumors. Meningiomas are divided histologically, by morphologic features, into three grades by anaplastic criteria defined by the World Health Organization (WHO). However, for an unequivocal diagnosis of the histological grade is necessary a contribution of quantitative indicators. Proliferative activity in tumors can be determined by immunohistochemistry using the MM1 antibody that is to be able to detect an epitope on the Ki-67 antigen, a nuclear protein present only during active phase of the cell cycle (G1, S, G2, and M). Nevertheless, the use of Ki-67 immunohistochemistry raises some questions on the reproducibility due mainly to the variability of different techniques between different laboratories. The use of cell density, a new quantification parameter, could be a new method to supporting the diagnostic, once it’s independent of pathologist. Therefore, the aim of this study was to explore the relationship between some quantitative histological features of meningioma, cell density and Ki-67 staining index on 250 patients with meningioma, in the most common histological types. The secondary aim was to determine the optimal cut-off value for cell density and Ki-67 Li. Appropriate areas of the meningioma tissue were selected using a tissue microarray and analyzed by automated counting cells with image J software on digital images. Of 250 meningiomas analyses, were 140 grade I, 79 grade II and 31 grade II. Female to male ratio was 1,86:1. The results of our investigations indicate that the mean Ki-67 labeling index was 3,85±4,97%, 2,70±2,60% and 1,81±2,52% to anaplastic, atypical and benign meningioma, respectively. There was significant correlation between Ki-67 levels and tumor subtypes (p=0,001). The mean of cell density was 14,8 ± 3,68 core/100μm2, 13,5 ± 2,80core/100μm2 and 12,5±0,04 core/100μm2 to anaplastic, atypical and benign meningioma, respectively. There was significant correlation between cell density and tumor subtypes (p<0,0001) The analysis of ROC curve showed that the optimal cut-off value for Ki-67 was 1,63% and for cell counting was 14,2 core/100μm2. We found differences between meningioma subtypes of grade I and Ki-67 expression. Meningothelial meningiomas had the highest mean value for Ki-67. The Ki-67 LI is one important tool in addition to routine histological evaluation of meningioma, but a combination with other methods will improve it. However, more extended studies are needed for approval of this suggestion.porMeningiomasImunohistoquímicaÍndice proliferativo (Ki-67)Indicadores quantitativosTeses de mestrado - 2016Quantificação celular em meningiomasmaster thesis201220423