Gonçalves, Carlos Miguel2025-02-122025-02-122024-02-29In: Rotura – Revista De Comunicação, Cultura E Artes, 4(1), 98-1112184-8661http://hdl.handle.net/10400.5/98375Artigo criado no âmbito do curso de doutoramento em Belas-Artes.O presente artigo tem como objetivo utilizar criativamente o programa Blender 3D como ferramenta de resistência e elucidação do fenómeno da subversão do espaço público na web 2.0, enquanto processo paradoxal entre um aumento da participação e interação social e a manipulação digital. Para isso, apresenta-se um pensamento progressivo sobre o espaço digital e sobre o problema do Novo Espaço Público (Innerarity, 2010). Inicia-se por uma breve exposição do conceito de Spatial Turn (Warf & Arias, 2009) em comparação com a autonomia do software em oposição ao ciberespaço (Hand, 2010) e o seu impacto n’O Direito à Cidade (Lefebvre, 1968, 1974). De seguida, convoca-se o conceito de Softspace (Lally & Young, 2007), de modo a observar a fronteira entre público e privado. Como resultado, as Imagens Operativas (Paglen, 2014) do momento de renderização sem meshes no Blender 3D, fixam a imagem latente, analisadas à luz de um novo campo da cultura designado por Filosofia da Internet (Ropolyi, 2018). Conclui-se o artigo refletindo-se sobre a subversão do espaço público na web 2.0, a partir dos nexos que se pretendem atingir com esta rede própria de conceitos estabelecidos neste espaço outro entre binários, na sua relação com as imagens operativas da prática artística dai resultante, com vista a uma configuração de uma nova urbanidade digital na Internet.porSpatial TurnSoftspaceSubversão do espaço públicoWeb 2.0InvestigaçãoNo MeshO Blender como Ferramenta de Estudo e Resistência à Subversão do Espaço Público na web 2.0journal articlehttps://doi.org/10.34623/59v2-cp76