Reis, Amândio2017-12-182017-12-1820141647-4198http://hdl.handle.net/10451/30128Partindo da sugestão de que O Lago (2011) pode ser lido como um marco no conjunto das ficções de Ana Teresa Pereira, por nele se dar lugar à reunião e à consolidação de temas e problemas que se vinham a desenvolver e intensificar em diferentes linhas ficcionais e motivos literários nas novelas anteriores, usamos o romance como guia e paradigma de leitura numa visão por vezes transversal e outras vezes contingente da obra da autora. Entre as questões abordadas, sublinhamos a complexificação de uma forma de literatura que parte e depende de uma relação íntima com dispositivos de visualidade e de teatralidade; uma concepção eminentemente dramática do texto narrativo, e, por extensão, a compreensão de toda a experiência e praxis artística através desse escopo; a performance em palco e a representação de actores e de criadores (acting) enquanto figurações alegóricas de uma certa noção de agência e de “acção real” em arte e na literatura, não dependente de uma relação imitativa, limitada, com um real pressuposto, inquestionável e histórico, mas assentes numa ideia do enunciado e do gesto artístico enquanto acções em retransmissão para o “mundo”, que, visto como um todo ficcionalizável, se auto-corrobora e auto-anula, reproduzindo reais e/ou ficções, termos sinónimos e inter-substituíveis.porLiteratura portuguesaLiteratura portuguesa contemporâneaPereira, Ana Teresa, 1958-. O LagoEstudos interartesA Aprendizagem dos Substitutos II. “Um mundo fora do mundo”: Sobre Ana Teresa Pereira e O LagoThe Learning of the Understudies II. “A world outside of the world”: on Ana Teresa Pereira and O Lagojournal article