Mancelos, João de, 1968-2012-03-142012-03-142010Anglo-Saxonica: Revista do Centro de Estudos Anglísticos, nº10873-0628http://hdl.handle.net/10451/5596O romance Paradise (1998), da escritora afro-americana Toni Morrison, apresenta ao leitor duas comunidades distintas, para estabelecer um contraste entre modos de encarar o passado e de viver o presente. Uma das comunidades é Ruby, uma “all-Black town”, fundada por Exodusters; a outra é simplesmente conhecida por The Convent, um refúgio onde mulheres com experiências traumatizantes reconstroem solidariamente as suas vidas. Enquanto a primeira comunidade detém um carácter patriarcal, é guiada por leis severas, e por uma memória histórica manipulada pelo grupo no poder, a segunda é fundamentalmente matriarcal, vive para um presente sem regras, e para a cura das memórias traumáticas. Neste artigo analiso estas diferenças e conflitos, de acordo com os estudos de género e de identidade. Para tanto, recorro ao romance Paradise, a várias entrevistas concedidas por Morrison, e a estudos de diversos especialistas reputados.porMorrison, Toni, 1931-ParadiseMemóriaIdentidade“Deafened by the roar of its own history”: Género, Memória e Identidade no romance Paradise, de Toni Morrisonjournal article