Nunes, Sheila Radburn2025-06-242025-06-242022-12In: Convocarte, nº13 (dez. 2022): Arte e paideia, p. 98-1162183–6973http://hdl.handle.net/10400.5/101750A Escola-Oficina n.º 1 (1905-1987) foi o primeiro modelo inovador de ensino a acompanhar os movimentos educativos que na Europa e nos Estados Unidos procuravam uma alternativa ao modelo de ensino existente. Foi a primeira a colocar em prática os ideais libertários e anarquistas inspirados na chamada Educação Nova, tendo o apoio da Maçonaria, bem como do Estado a partir da implantação da República em 1910. A Escola-Oficina n.º 1 procurou combater a desigualdade social existente no ensino tradicional, ao criar um sistema educativo que conjugava os aspetos científicos, artísticos e culturais do ensino clássico com os aspetos manuais do ensino profissional, com a particularidade de utilizar o Desenho também como método de consolidar a aprendizagem, enquanto procurava incutir no aluno um sentido de autonomia, independência e forte conduta moral. Apesar da direção ser maçónica, o sucesso deste modelo de educação integral dar-se-ia através do seu corpo docente, maioritariamente formado por anarco-sindicalistas, cuja visão da sociedade privilegiava o ensino e a educação, que acreditavam ser a única forma de conseguir indivíduos íntegros e uma sociedade mais justa. O período em que estes pedagogos puseram em prática o Plano de Estudos de 1906, delineado por Luís da Matta, e que apenas durou até à saída deste em 1918, corresponde ao período áureo da Escola-Oficina n.º1, e representa um capítulo ímpar na história do ensino durante a I República.porEscola-OficinaEducação libertáriaEnsino artístico inovadorA Escola-Oficina n.º 1 (1905-1918): o ensino artístico inovador num modelo de ensino libertáriojournal articlehttps://doi.org/10.57843/ulisboa.fba.cieba.00100.20252183–6981