Tamen, Miguel,1960-Sousa, Rodrigo Almeida e2011-07-202011-07-202002http://hdl.handle.net/10451/3791Tese de mestrado, Teoria da literatura, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2003Esta dissertação é a exposição de um argumento composto por duas partes e cada uma das partes é dividida em três. A primeira parte demonstra que os interlocutores do Íon, de Platão, fracassam em provar os seus propósitos. Íon não consegue manter a sua imagem de sábio, independente das musas, no que concerne ao seu talento pessoal. Sócrates não consegue demonstrar a ignorância de Íon pelos seus argumentos, nem pode ser considerado um bom juíz, na medida em que é influenciado pelo seu serviço ao deus. Assim, relativamente a ambas as personagens, aquilo que prevalesse ao longo do diálogo é o seu carácter piedoso. A segunda parte demonstra que tanto Íon como Sócrates, não podem, a partir deste diálogo, ser limitados a uma classificação rígida dentro das actividades intelectuais. Íon não pode ser considerado o modelo do artista e Sócrates não pode ser considerado o modelo do filósofo. A conclusão final é a de que ambas as personagens devem ser analisadas à luz do seu carácter, na medida em que este antecede todas as classificações possíveis, sendo de natureza piedosa.porPlatão, 0427?-0348? a.C.Sócrates, 469-399 a.C.Filosofia antiga - GréciaDiálogo (Literatura)Filosofia literáriaTeses de mestrado - 2003Íon, Sócrates e os mistérios do alémmaster thesis