Santos, Vera CostaRodrigues, Carla Alexandra Dias2018-01-252019-01-012017http://hdl.handle.net/10451/30932Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2017A Síndrome de Ogilvie (pseudo-obstrução intestinal aguda - ACPO), foi descrita pela primeira vez em 1948 por Heneage Ogilvie como uma distensão abdominal aguda progressiva e dilatação do cólon sem obstrução mecânica do cólon distal, que se não tratada atempadamente pode levar a perfuração, peritonite e morte. O diagnóstico é feito por exclusão, com diagnóstico diferencial com carcinoma, obstipação crónica, megacólon tóxico ou crónico, volvo, isquemia mesentérica, entre outros. Parece ser mais frequente no sexo masculino e acima dos 60 anos. A autora apresenta um caso de um homem de 48 anos, com antecedentes pessoais de esquizofrenia, polimedicado, que foi admitido num Serviço de Medicina Interna por quadro clínico de ataxia e alteração do estado de consciência associado a hiponatrémia e hipocaliémia graves. O internamento foi complicado de sépsis e posteriormente pseudo-oclusão intestinal recorrente, de difícil tratamento, com múltiplas recidivas ao longo de dois meses, tendo necessitado de alimentação parentérica total. Apesar de múltiplas linhas de terapêutica (medidas de suporte gerais, infusão endovenosa de neostigmina e colonoscopia descompressiva), a resolução do quadro apenas foi possível após introdução de terapêutica com piridostigmina. Salienta-se deste caso a raridade da patologia e a importância do diagnóstico diferencial, explorando-se as várias linhas terapêuticas. O tratamento foi desafiante pela ineficácia da terapêutica convencional, que motivou a procura de terapêuticas alternativas e ainda pouco exploradas na literatura, nomeadamente através de raqui-anestesia com ropivacaína e posteriormente à introdução da piridostigmina.Ogilvie Syndrome, also known as acute colonic pseudo-obstruction - ACPO, was first described in 1948 by Heneage Ogilvie as an acute massive dilatation of the large bowel without organic obstruction of the distal colon. Without prompt treatment, complications such as intestinal perforation, peritonitis, and even death may arise. Differential diagnosis includes carcinoma, volvulus, chronic obstipation, toxic megacolon, chronic megacolon, etc. It appears to be more common in men and in patients over the age of 60 years. The author presents the case of a 48 years-old male, previously diagnosed with schizophrenia and polypharmacy. He was admitted into an Internal Medicine ward suffering of ataxia, confusion and severe hyponatremia and hypokalemia. As a complication of his hospital stay, he was diagnosed with sepsis and later with ACPO, with multiple recurrences over two months. As a result, he needed total parental nutrition, and several treatments were prescribed namely: supportive care, neostigmine, and colonoscopic decompression. After all these measures had failed, he was started on pyridostigmine with complete symptomatic resolution. This case report emphasizes the disease's rarity and the importance of the differential diagnosis, exploring the multiple therapeutical steps usually used. The treatment of this patient was particularly challenging given the inefficacy of the all the standard treatments. In turn, this led to the search for alternative measures such as epidural anesthesia with ropivacaine later followed by pyridostygmine.porSíndrome de OgilvieNeostigminaColonoscopiaPiridostigminaUm caso raro de Síndrome de Ogilvie recorrente com resolução após terapêutica com piridostigminamaster thesis201779382