Mendes, MárioPereira, Carolina Nunes Capucho Luzia2017-01-272017-01-272016http://hdl.handle.net/10451/26290Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2016A válvula aórtica bicúspide é a malformação cardíaca congénita mais prevalente, envolvendo não só a válvula mas também a própria artéria na sua porção ascendente e concavidade do arco. Pelas complicações potencialmente fatais a que predispõe, e que ocorrem numa idade mais jovem do que seria esperado, os doentes devem ser vigiados ao longo da sua vida desde que é feito o diagnóstico. Vários estudos têm procurado esclarecer a sua fisiopatologia, propondo-se mecanismos genéticos, embriológicos e hemodinâmicos, sendo a doença provavelmente multifactorial. As guidelinesactuais recomendam a substituição profilática da raiz aórtica e/ou porção ascendente da artéria se o diâmetro desta exceder os 5,5 cm, ou segundo outros critérios se existirem factores de risco ou rápida dilatação da aorta. Contudo, estudos mais recentes sugerem que o risco de dissecção aórtica após substituição da válvula é menor que o julgado, sugerindo então que se tome uma decisão caso a caso. Com este trabalho pretendo rever o tratamento cirúrgico para esta patologia tendo em conta a substituição da válvula aórtica e a cirurgia profilática da aorta dilatada.Bicuspid aortic valve is the most common congenital cardiac malformation, involving not only the valve itself but also the ascending aorta and its arch. Because it has a high rate of potentially fatal complications occurring at a younger age than expected, patients need life-long follow-up from the moment of diagnosis. Several studies have been trying to determine the pathophysiology of the disease, discussing genetic, embryological and hemodynamic mechanisms. Bicuspid aortic valve is more likely a multifactorial disease. Current guidelines recommend profilatic replacement of the aortic root and/or ascending aorta if its diameter exceeds 5,5cm, or according to other criteria if risk factors are present or there is high rate of aortic dilatation. However, recent studies have found that the risk for aortic dissection after valve replacement is lower than expected, suggesting making clinical decisions case by case.porVálvula mitralCirurgia torácicaBicuspidia aórticamaster thesis201287129