Ferreira, Carla2017-08-042017-08-042015978-989-8814-29-6http://hdl.handle.net/10451/28624Refletir sobre a obra de António Jacinto pressupõe igualmente pensar a sua herança e a da sua geração. Do ponto de vista de uma pedagogia da literatura, particularmente da angolana, revela-se produtivo o equilíbrio entre o estudo da História, da contextualização literária, e a significação possível dos textos literários à luz da atualidade em que os jovens se situam. O universo da infância e os seus registos literários, na multiplicidade de estilos, temáticas e genológica, constituem, em nossa opinião, um percurso de motivação para o estudo da literatura angolana, para uma apropriação da sua singularidade e do que ela pode simbolizar enquanto processo de enriquecimento pessoal e aprofundamento cultural. Nos textos selecionados de Ana Paula Tavares (“O milhafre”, “A menina dos ovos de ouro” e “Zé Miúdo”, in A Cabeça de Salomé) e de Luandino Vieira (A Guerra dos Fazedores de Chuva com os Caçadores de Nuvens, Guerra para Crianças), em torno dos quais iremos centrar a nossa comunicação, encontramos a infância e a sua leitura irrepetível de um universo que, sendo por força ficcional, nos leva também a lançar pontes de entendimento e compreensão do Outro.porTavares, Ana PaulaVieira, LuandinoLiteratura angolanaRegistos da infância: uma apropriação pedagógica (Ana Paula Tavares e Luandino Vieira)book part