Bucaioni, Marco2022-02-182022-02-1820202176-381Xhttp://hdl.handle.net/10451/51393Este artigo visa apresentar alguns dados sobre a dimensão e a estrutura da tradução de obras de literatura africana do português para as principais línguas europeias, para depois problematizar estes resultados à luz de algumas ferramentas teóricas: o conceito-chave de literatura-mundo, assim como enquadrado, por um lado, pelo Warwick Research Collective (Combined and Uneven Development) e, por outro, por Pascale Casanova na República Mundial das Letras. Recolhendo também a herança do Cultural Turn dos Estudos de Tradução (André Lefevere e Lawrence Venuti), vemos como a troca literária a partir da África de língua portuguesa segue linhas determinadas por uma reescrita promovida em boa medida por agências baseadas em Portugal. O que nos leva ao discurso das instituições que estabelecem os cânones literários, tal como enquadradas por Stefan Helgesson e Pieter Vermeulen em Institutions of World-Literature e pelo trabalho de Claire Ducournau sobre a instituição das literaturas africanas em francês, do qual este artigo é devedor e que, aplicado ao nosso corpus, questiona o papel relativo de África e de Portugal na consagração e mundialização destas literaturas. As primeiras conclusões apontam para uma visão global das literaturas africanas de língua portuguesa como criação mais do Norte Global – e especialmente do centro lisboeta – do que propriamente africana, na sua institucionalização.porTraduçãoInstituiçõesMundializaçãoLiteratura-mundoSistema literário mundialQuem constrói o “cânone internacional” das Literaturas Africanas em português? Tradução, instituições e assimetrias Norte/SulWho Shapes the "International Canon" of African Literatures in Portuguese? Translation, Institutions and North/South AsymmetryQuien construye el "Canon Internacional" de las literaturas africanas en portugués? Traducción, instituciones y asimetrías Norte/Surjournal articlehttps://doi.org/10.35520/mulemba.2019.v11n21a26700