Vivar, Fabiande Barros, Lucas2025-06-232025-06-232022-09In: Convocarte, nº12 (set. 2022): Arte e paideia, p. 218-231http://hdl.handle.net/10400.5/101663Atravessada por florestas do presente e do passado, uma criatura metade humana, metade árvore, vagueia pela Amazônia brasileira proferindo palavras para outros tempos reafirmando a importância da preservação ambiental. Uýra, criatura encarnada pela artista, bióloga e performer Emerson Pontes, é uma emissora que tenta somatizar a linguagem da fauna e flora para regurgitá-la em contextos distintos (como de seu bairro em Manaus ou na 34a Bienal de São Paulo). Neste artigo analisaremos, em uma abordagem teórica-prática, o conceito de Arte e Paideia com dois objetivos: a) ampliar criticamente a sua compreensão; e, b) sugerir os possíveis elementos de formação para uma cidadania global no século XXI. Complexificando o conceito de Paideia, problematizamos as ações ecoeducativas artísticas de Uýra e suas ferramentas subversivamente libertadoras em um sistema-mundo (Wallerstein, 2011) extrativista neo-liberal. Por um lado, será necessário detetar a desigualdade nas relações de poder que caracterizam as nossas sociedades capitalistas, coloniais e heteropatriarcais (Segato, 2018). Por outro, procuramos uma ressignificação epistemológica para uma subversão liberadora (hooks, Hall, 2017) a partir da interrelação sensações, emoções e racionalidades/natureza e cultura.porPaideias emergentesAesthetica pós-colonialEcoeducaçãoCorporalidadesPaideiai emergentes da floresta: conhecimento, performance e subversão por Uýrajournal articlehttps://doi.org/10.57843/ulisboa.fba.cieba.00087.20252183–6981