Ramos-Pereira, AnaSenna-Martinez, João Carlos2019-01-162019-01-162018Ramos-Pereira, A., & Senna-Martínez, J. C. (2018). O estuário do Tejo das origens à contemporaneidade: o rio e as gentes. In J. C. Senna-Martínez, A. C. Martins, A. Caessa, A. Marques, & I. Cameira (Eds.), Meios, Vias e Trajetos... Entrar e sair de Lisboa. Fragmentos de arqueologia 2 (pp. 9-22). Lisboa: Câmara Municipal de Lisboa/ Direção Municipal de Cultura/ Departamento de Património Cultural/ Centro de Arqueologia de Lisboa e Sociedade de Geografia de Lisboa / Secção de Arqueologia.978-972-8543-49-5http://hdl.handle.net/10451/36456Há cerca de 2,5 milhões de anos (MA), a paisagem do oeste peninsular era muito diversa da atual. Num ambiente de clima quente e húmido, as paisagens litorais eram marcadas por planuras onde os cursos de água eram entrançados, com muitos canais que comunicavam com o mar por múltiplas fozes. Assim seria também a paisagem na área das penínsulas de Lisboa e de Setúbal. No litoral ocidental da Península de Setúbal, o que resta dessa paisagem litoral é ainda testemunhado pelos sedimentos, hoje cortados na arriba fóssil da Costa da Caparica, que contêm “fantasmas” de granito de Sintra, mostrando que o estuário do Tejo não existiria (Azevêdo, 1987). Só na sequência de um posterior paroxismo tectónico, o Tejo vai romper a saída para o mar, através do estuário. Para tempos mais recentes, a evolução do traçado, dos ecossistemas e das condições de navegabilidade do estuário do Tejo foram sempre condicionantes da vida humana: dos primeiros caçadores-recolectores e pescadores aos camponeses neolíticos e da “Idade dos Metais”, Fenícios, Romanos, Germanos, Árabes e Cristãos, todos viveram o rio e do rio. O que aqui procuramos trazer é um retrato, necessariamente resumido, da evolução do rio nas suas relações com as gentes desde a Pré-História à Contemporaneidade.About 2,5 million years ago, the landscape of Western Iberia was very different from the current one. In an environment of hot and humid climate, the coastal landscapes were marked by plains where the waterways were plaited, with many channels that communicated with the sea by multiple mouths. This would also be the landscape in the area of Lisbon and Setúbal Peninsulas. On the western coast of the Setúbal Peninsula, what remains of this coastal landscape is still witnessed by the sediments, now cut in the Costa da Caparica fossil cliff, which contain granite “ghosts” from Sintra, showing that the Tagus estuary would not then exist. Only after a later tectonic paroxysm, the Tagus will break off into the sea, across the estuary. For more recent times, the evolution of the layout, ecosystems and navigability conditions of the Tagus estuary have always been a determining factor of human life: from the first hunter-gatherers and fishermen to the Neolithic peasants and the “Age of Metals”, Phoenicians, Romans, Germans, Arabs and Christians, all lived the river and from the river. What we are trying to bring here is a portrait, necessarily summarized, of the evolution of the river in its relations with people from Prehistory to Contemporary times.porEvolução do estuário do TejoAntropizaçãoViasRecursosRiscosEvolution of the Tagus estuaryAnthropizationPathwaysResourcesRisksO estuário do Tejo das origens à contemporaneidade: o rio e as gentesbook part