Sanches, Maria de Fátima Chorão da Fonseca Cavaleiro, 1937-Galveias, Maria de Fátima Cid2018-08-022018-08-021996http://hdl.handle.net/10451/34408Tese de Mestrado em Educação, apresentada à Universidade de Lisboa através da Faculdade de Ciências, 1996Perante um mundo que se debate com surpreendentes transformações, a escola, palco onde em diversos cenários se vêem representadas as profundas crises sociais, políticas, económicas, familiares e pessoais do nosso tempo, tem hoje, mais do que nunca, a responsabilidade de educar os jovens, ajudando-os a descobrir um sentido para a sua vida enquanto seres individuais e enquanto seres sociais; enquanto cidadãos do seu país e enquanto cidadãos do mundo. Posto em causa o valor da transmissão cultural como forma de assegurar a estabilidade social, postos em causa os próprios saberes da ciência, da filosofia e da moral, é também posto em causa o sentido da escola, o seu papel formativo, a eticidade dos meios que utiliza, enfim, o seu valor intrínseco como espaço educativo. Sem propostas verdadeiramente inovadoras, parecendo incapaz de se constituir como alternativa diferente face à explosão de informação que os meios tecnológicos e científicos proporcionam, a escola é questionada enquanto instituição social com funções educativas; procura-se redefinir fins e meios, re-equacionar o seu verdadeiro lugar no mundo contemporâneo. Porque não pode constituir-se como um mal necessário de um sistema de transmissão cultural agónico nem assumir-se como um espaço de comunicação fechado ao exterior, a escola terá que pensar-se como entidade mediática de um tipo de relacionamento completamente diferente daquele a que está habituada na sequência da tradição educativa greco-latina ocidental. Uma educação confinada à mera aquisição de conhecimentos limita e incompleta a mente humana; conduz a um viver despersonalizador, que põe em perigo a liberdade a que todo o indivíduo tem direito e transforma a escola num lugar de aprendizagens mecânicas, em vez de ser o espaço onde se deve privilegiar a educação na sua dimensão axiológica e ética. Educar, é "alimentar'' o ser humano a nivel de todas as suas dimensões essenciais — físicas, emocionais, intelectuais, morais, espirituais, de modo a permitir um crescimento harmonioso e integrado de todos estes aspectos. A orientação que a escola tradicional tem veiculado tem sido a de uma instrução fundada no saber, um problematizar o que pensar e não como pensar, de forma crítica, lúcida e livre. O desabrochar implica liberdade; tal como a planta, também a pessoa carece de liberdade para crescer. Só quando o pensamento, o coração e o corpo estão numa completa harmonia, o desabrochar acontece naturalmente, de maneira fácil, em plenitude. É este o trabalho do professor/educador; é esta a sua grande responsabilidade: a posição de educar assumirá, então, toda a sua grandeza. Há que redescobrir o sentido de educar que é atribuído à escola — essa educação é aquela que dispõe o ser humano para crescer, integralmente, como pessoa. A via para esta educação, constrói-se através de um relacionamento ético e moral entre todos os Intervenientes da comunidade escolar, com especial incidência a nivel da relação pedagógica entre professores e alunos. (...)porTeses de mestrado - 1996Interacção pedagógicaNível de conhecimentosAnálise hermenêuticaProfessoresMoralConcepções éticas e morais de professores no contexto da interacção pedagógica : um estudo exploratóriomaster thesis