Oliveira, Alda Pereira da SilvaCoelho, Maria Constança Campos MorgadoNunes, Madalena Sá Leal de Jesus2024-04-242023-06http://hdl.handle.net/10451/64571Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2023O glúten é o principal constituinte dos cereais mais consumidos no mundo (trigo, centeio e cevada), fazendo parte da base da alimentação humana. Nas últimas décadas tem sido associado ao desenvolvimento, agravamento e progressão de múltiplas doenças autoimunes, tais como a diabetes mellitus tipo 1 e a esclerose múltipla, levantando a hipótese de o glúten ser um fator etiopatogénico de processos imunomediados. A dieta sem glúten tem sido adotada de forma especulativa por pessoas com condições autoimunes não existindo, até à data, evidência científica que suporte a sua recomendação. Nesta revisão é discutida a evidência disponível na literatura acerca da associação entre o consumo de glúten e o desenvolvimento de autoimunidade, assim como da eficácia e segurança da dieta sem glúten nas várias doenças autoimunes.Gluten is the main component of the most consumed cereals in the world (like wheat, rye and barley) and it’s consumed on a daily basis. In the last decades it has been associated with the development, progression and worsening of multiple autoimmune diseases, such as type 1 diabetes and multiple sclerosis, which raises the hypothesis that gluten might be an etiopathogenic factor in the development of autoimmunity. People with this kind of condition have been using a gluten free diet in a purely speculative way with no scientific evidence supporting its recommendation. In this review it’s discussed the available evidence from the literature concerning the association between gluten consumption and the development of autoimmunity, as well as the efficiency and security of a gluten free diet in some autoimmune pathologies.porGlútenAutoimunidadePermeabilidade intestinalDisbioseDieta sem glútenGlúten e autoimunidademaster thesis203404459