Queiroz, JoãoAlonso Sanz, Mª AmparoRita, Dora IvaGradíssimo, Maria Alice Sousa DiasSylla, CristinaSiebert, Emanuele CristinaBernardo Rangel, ValeskaCesconetto, GizelyAristimuño, FelipePereira, Ana Marta Fernandes de AlmeidaMaddonni, Alejandra VivianaMONARI, ANA CLAUDIASchvambach, JanainaConsiglieri, JoanaFrade, MartaMartelli, SusanaSigal, PaolaMarquez, Camila LucianaFaria, Alessandra Ancona dePessanha, Ana Maria AraújoLeal, Alda Maria Encarnação RodriguesPires, André DiasGuimarães, Alexandre Henrique MonteiroGonçalves, Luís Jorge Rodrigues2022-01-192022-01-1920182182-97562182-9829http://hdl.handle.net/10451/50889Risco: educação artística: A educação artística enfrenta o risco de desaparecimento gradual do seu habitat da educação formal ao mesmo tempo que a sociedade civil cada vez mais a reclama, no contexto das instituições que dependem do sucesso dos públicos e dos visitantes. Assiste-se a uma contradição de termos que parece ser originária de uma liberalização cognitiva: este parece ser um paradigma para ficar. O neo-liberalismo vigente contribui de modo contraditório. Por um lado, diminui as cargas horárias e extingue disciplinas, expulsa os profissionais artísticos da sala de aula: cada vez há menos horas de contacto de educação artística, do ensino do desenho. Por outro lado, a dependência das lógicas de sponsorização obriga os gestores culturais a urdirem estratégias educativas dirigidas a massas cada vez maiores, a convocarem e a reivindicarem posicionamentos formativos, a procurarem implicar e criar mais audiências. O sistema precisa dos alunos que quer reduzir, numa contradição de termos evidente. O professor de artes, o mediador entre o mundo da arte e a premência educativa vê-se com uma injunção que dele exige uma operatividade quer como pedagogo, quer como artista, integrando várias dimensões numa só, numa incarnação exigente. A educação artística parece depender da criatividade dos seus agentes, da sua mobilização, do seu entusiasmo, da sua competência mobilizadora: os tempos estão adversos ao conformismo e assim se anotam muitas ações desassossegadas e, cremos, implicadas.porArteEstudo e EnsinoPeriódicosMatéria-Prima, vol.6, nº1 (Jan./Abr. 2018)other