Silva, Margarida Maria F. Baptista eAntunes, Patrícia Filipa Mota2018-12-132018-12-132016-12-072016http://hdl.handle.net/10451/35887Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia, 2016A Encefalopatia Hepática é uma condição clínica que abrange um espectro alargado de perturbações neurológicas e motoras, que se desenvolve na sequência de um comprometimento hepático agudo ou crónico. Os sintomas incluem confusão mental, desorientação visual-espacial, diminuição da coordenação motora e nos estadios mais avançados pode conduzir ao coma. Os sinais clínicos são frequentemente inespecíficos e com grande variabilidade interindividual. Com efeito, o diagnóstico revela-se difícil, tornando-se essencial a realização do despiste de patologias com sintomatologia semelhante. A compreensão da natureza desta patologia é indispensável ao delineamento de estratégias terapêuticas. Neste contexto, a abordagem sobre as atuais opções de tratamento exige uma prévia exposição das características da doença. A Encefalopatia Hepática apresenta uma fisiopatologia multifatorial e complexa, que não está ainda inteiramente clarificada. A elevação da concentração sérica de amónia é a hipótese central da génese da encefalopatia hepática. A sua ação neurotóxica exprime-se tanto no desenvolvimento de edema cerebral, como na alteração da transdução de sinal. A inflamação sistémica mostra ser outra hipótese no desencadeamento da encefalopatia hepática e a sua ação sinérgica com a hiperamonémia conduz a um pior prognóstico. Os esquemas terapêuticos disponíveis, atualmente, assentam sobretudo na redução dos níveis plasmáticos de amónia. A lactulose e a rifaximina são os únicos fármacos com aprovação para o tratamento de encefalopatia hepática. No entanto, os resultados são pouco satisfatórios. Neste sentido, perspetiva-se que as novas descobertas no mecanismo fisiopatológico sejam um caminho para que, futuramente, os fatores inflamatórios possam constituir um novo alvo terapêutico.Hepatic encephalopathy is a clinical condition, comprising a wide spectrum of neurological and motor disorders, that may develop after acute or chronic liver dysfunction. Symptoms include mental confusion, visual-spacial disorientation, decreased motor coordination and, in advanced stages, coma. Clinical signs are frequently nonspecific and have a high inter-individual variability. Thus, a diagnosis is difficult to establish and other condition/disorders with similar clinical presentations must be excluded beforehand. In order to define a therapeutic strategy, one must first understand the pathological nature of the condition. In this context, revising of current treatment options for hepatic encephalopathy requires a prior explanation of its characteristics. The physiopathology is multifactorial and complex and it is not fully understood yet. The increase of ammonia serum concentration is an important sign underlying hepatic encephalopathy. Neurotoxic activity of ammonia translates in cerebral edema and disturbances in signal transduction pathways. An alternative hypothesis relates to the role of systemic inflammation and its synergistic effect with hyperammonemia, lead together to a worse prognosis. Current therapeutic strategies are based on lowering ammonia serum levels. Lactulose and Rifaximin are the only approved drugs for the treatment of hepatic encephalopathy. However, the results are unsatisfactory. Therefore, the new findings in the pathophysiological mechanism indicate that inflammatory factors may constitute a new therapeutic target, in the future.porEncefalopatia hepáticaCirroseHiperamonémiaInflamaçãoLactuloseMestrado Integrado - 2016Encefalopatia hepática: fisiopatologia e tratamentomaster thesis