Santos, Leonor, 1949-Gomes, Anabela Gândara Morenito de Andrade, 1970-2020-05-212020-05-212005http://hdl.handle.net/10451/43648Tese de mestrado em Educação (Didáctica da Matemática), apresentada à Universidade de Lisboa através de Faculdade de Ciências, 2005Este estudo foca-se na evolução da capacidade de auto-avaliação dos alunos, quando a professora investe na apropriação de critérios de avaliação, por parte dos discentes. Analiso a forma como os alunos utilizam os critérios de avaliação na resolução de tarefas, na redacção de relatórios e nas auto-avaliações, bem como as suas dificuldades na apropriação dos critérios e os contributos oriundos da sua utilização. Na fundamentação teórica discuto a avaliação das aprendizagens e os contextos de aprendizagem. Abordo o conceito de avaliação e a sua evolução e discuto a avaliação reguladora, a auto-regulação e a auto-avaliação regulada das aprendizagens. Discuto também a relação entre a natureza da matemática e a Matemática escolar e analiso a importância da auto-regulação e da auto-avaliação regulada na resolução de problemas e nas actividades de investigação. Metodologicamente o estudo é de natureza qualitativa e interpretativa, tendo utilizado o estudo de caso, referente a dois alunos do sétimo ano. Os dados foram recolhidos através da observação participante, de entrevistas semi-estruturadas e dos relatórios e auto-avaliações redigidos pelos alunos. A análise dos dados baseou-se nas categorias definidas e realizei-a tendo em atenção as questões e o quadro teórico do estudo. No final do estudo, os alunos revelam evolução nas auto-representações dos critérios e/ou auto-controlo dos padrões prevalecentes. As novas representações ou o autocontrole dos padrões de partida reflectiram-se na actividade e nas auto-avaliações finais dos alunos. Existiu nos alunos resolução da tarefa, melhor organização dos exemplos estudados e a sua diversificação e progresso na justificação das ideias e na realização de provas. Dos resultados da investigação destaco que não basta os alunos conhecerem os critérios para que o seu desempenho melhore. Com efeito os alunos caso auto-avaliam a actividade em curso, desde o início do estudo, porém baseiam-se era padrões auto-impostos: auto-representações dos critérios, desenvolvidas quase inconscientemente, ou noutros padrões valorizados. Estes padrões desencadearam afastamentos entre o realizado pelos alunos e o visado pelos critérios. O conflito necessário à alteração de representações ou ao controlo dos padrões foi desencadeado pelo investimento realizado pela professora na apropriação dos critérios.porAvaliaçãoAuto-avaliaçãoPapel do professorTeses de mestrado - 2005Auto-avaliação das aprendizagens dos alunos e investimento na apropriação de critériosmaster thesis