Fernandes, DomingosMelo, M Benedita Portugal EVieira, Maria Manuel2017-03-072017-03-072015Fernandes, D., Melo, B., & Vieira, M. M. (2015). Autonomia estudantil e práticas pedagógicas no ensino superior. In M. L. Rodrigues, & M. Heitor (Orgs.), Quarenta anos de políticas de ciência e de ensino superior (pp. 695-734). Coimbra: Almedina.978-972-40-6121-4http://hdl.handle.net/10451/27133Nos últimos 40 anos, as políticas dirigidas ao Ensino Superior têm vindo a preconizar mudanças significativas na organização do ensino e nas práticas pedagógicas. Neste contexto, a chamada reforma Veiga Simão constitui um primeiro passo no sentido da transformação radical do panorama organizacional e pedagógico então prevalecente nas universidades portuguesas - um ensino superior fortemente restritivo, em termos sociais e regionais, apoiado em rotinas de ensino-aprendizagem pouco mobilizadoras da autonomia dos estudantes. Quarenta anos depois, o chamado Processo de Bolonha, gizado e generalizado à escala europeia, vem reforçar o imperativo de uma reorganização deste nível de ensino com vista ao alargamento da sua generalização (pelo menos, nos seus graus iniciais), o que implica agora o recentramento do processo de aprendizagem no aluno – e não no professor. Mas será que estas políticas encontram eco nas práticas organizacionais e pedagógicas efetivas? Tomando como pivot analítico os estudantes universitários e seu desempenho do ofício de aluno - o que remete para os contextos pedagógicos em que aquele ofício se realiza - este capítulo ensaia uma aproximação à questão acima formulada através da informação constante de dois inquéritos a estudantes universitários portugueses, paradigmáticos dos dois pólos temporais do período de 40 anos considerado: o inquérito Situação e Opinião dos Universitários, lançado em 1964 pela Juventude Universitária Católica; e o inquérito AVENA, realizado em 2012 no âmbito do projeto Avaliação, Ensino e Aprendizagens no Ensino Superior em Portugal e no Brasil: Realidades e Perspectivas. Num primeiro momento, serão assinalados alguns dos eixos centrais das duas grandes reformas políticas referidas no que concerne especificamente à organização das práticas pedagógicas. Da sua análise e contraponto contextualizador identifica-se um paradoxo que constituirá o fio condutor do exercício que se seguirá, num segundo momento, de exploração dos dados dos dois inquéritos. Num último ponto antes das conclusões será retomada, de outra forma, a questão da distância entre orientações (políticas) e práticas (efetivas), desta feita através de um périplo pela literatura pedagógica recente sobre o tema.porEnsino superiorPráticas pedagógicasAutonomia estudantilPolíticas educativasPolíticas públicasProcesso de BolonhaAutonomia estudantil e práticas pedagógicas no ensino superiorbook part