Cantinho, Maria João2016-12-302016-12-302015-110872-4784http://hdl.handle.net/10451/25607Nunca será excessivo lembrar que o tema da experiência é um dos conceitos nucleares no pensamento de Benjamin, estando subjacente à análise da história e à sua teoria crítico-literária e desenvolvendo-se em complexas ramifi cações que têm o seu lugar, sobretudo, a partir da década de 30. Se o texto “A Imagem de Proust”, publicado em 1929 na revista Literarische Welt, desenvolve o conceito de memória involuntária para explicar a questão da imagem aurática em Proust, obtida a partir da rememoração, a contribuição dos estudos de Freud sobre a teoria do choque e as suas consequências nas condições de percepção do homem contemporâneo não foi menos importante, tendo levado Walter Benjamin a aprofundar a sua refl exão sobre o modo como o choque e a rememoração se podem articular para uma nova visão da história, tanto individual quanto colectiva. Examinamos aqui, tanto nas artes, como na literatura e na história, a forma como esse entrosamento defi ne uma nova concepção de experiência, bem como essa experiência torna, ou não, possível a transmissão da cultura, num mundo em que, como disse Kafka, “a tradição adoeceu”. Será a rememoração, essa teia de Penélope, capaz de operar um resgate da tradição histórica? De que tradição falamos aqui? E em que consiste a rememoração?porRememoraçãoTradiçãoExperiênciaCulturaAuraBenjamin, Walter, 1892-1940 - Crítica e interpretaçãoA Teia de Penélope e o Anel da Tradição: Cultura e rememoração na obra de Walter Benjaminjournal article