Ribeiro, Inês MarquesPinto, Inês de Sousa2023-01-062023-01-062022-10Pinto, Inês de Sousa (2022). “Impacto das ameaças híbridas no contexto de estados frágeis em África: as respostas da União Europeia à crise de desinformação no Mali ". Dissertação de Mestrado. Universidade de Lisboa. Instituto Superior de Economia e Gestão.http://hdl.handle.net/10400.5/26746Mestrado Bolonha em Desenvolvimento e Cooperação InternacionalO fim da Guerra Fria veio complexificar o sistema internacional e as relações que nele decorrem entre os vários atores, sendo estes Estatais ou não. O avanço tecnológico e a melhoria dos seus meios têm acelerado o processo de globalização e a crescente dependência entre atores, pelo que esta complexificação de relações têm colocado os Estados sujeitos a novos tipos de ameaças. Este cenário tem colocado o conceito de segurança no debate internacional, acabando por existir uma necessidade de ajuste ao conceito destas ameaças. Operando na zona cinzenta, as ameaças híbridas tornam-se difíceis de detetar, prevenir e responder, pelo que torna o conceito de segurança cada vez mais complexo. A desinformação tem constituído uma arma de guerra tanto nas democracias como em regimes que se encontram em processo de democratização. Devido à fragilidade dos seus Estados, África tem sido particularmente vulnerável à desinformação pela escassez de recursos em combatê-la. No caso do Mali, a desinformação tem sido uma ameaça no contexto autoritário do Estado, sobretudo pela influência do Grupo Wagner. Esta ameaça tem comprometido o desenvolvimento do Estado naquela que é a tentativa em transitar para um regime democrático, bem como as operações militares em curso que têm como objetivo assegurar a paz e a segurança, tanto no âmbito da UE como da ONU. Tanto a NATO como a UE têm vindo a desenvolver trabalho no combate às ameaças híbridas e concretamente à desinformação, existindo por isso, a possibilidade de se criar uma relação com a União Africana neste sentido, com o objetivo de apoiar os seus Estados-Membros a combaterem estas ameaças.The end of the Cold War came to complicate the international system and the relations that ensue between the various actors, whether these may be states or not. Technological advancement and the improvement of its means have accelerated the process of globalization and increasing dependence among actors, so this complexity of relations has put states under new type of threats. This scenario has put the concept of security in the international debate, and there is ultimately a need to adjust the concept of these threats. Operating in the grey area, hybrid threats become difficult to detect, prevent and respond, and thus make the concept of security increasingly complex. Disinformation has been a weapon of war both in democracies and in regimes that are in the process of democratization. Due to the fragility of its states, Africa has been particularly vulnerable to disinformation by the scarcity of resources to combat it. In the case of Mali, disinformation has been a threat in the authoritarian context of the state, especially by the influence of the Wagner Group. This threat has undermined the development of the country in what is the attempt to move to a democratic regime, as well as the ongoing military operations aimed at ensuring peace and security, both within the EU and the UN. Both NATO and the EU have been working to combat hybrid threats and specifically disinformation, and there is therefore the possibility of creating a relationship with the African Union in this direction, with the aim of supporting its Member States.pordesinformaçãoameaças híbridasfragilidadeÁfricaMaliUnião EuropeiaNATORússiaMINUSMAEUTMGrupo Wagnerdisinformationhybrid threatsfragilityAfricaMaliEuropean UnionWagner GroupImpacto das ameaças híbridas no contexto de estados frágeis em África: as respostas da União Europeia à crise de desinformação no Malimaster thesis