Ramos, Paulo2024-02-272024-02-272021978-2-503-59276-30870-0133http://hdl.handle.net/10451/62960Entre os vários momentos matriciais do cristianismo, conta-se aquele em que Paulo de Tarso, dirigindo-se aos atenienses no Areópago (Acts 17.22), lhes anuncia um Deus que não habita em santuários e que afinal, sem que o soubessem, eles já adoravam. Tudo nesta imagem é improvável – um judeu (educado nos princípios do farisaísmo) anunciando no coração da própria civilização helénica a salvação universal por intermédio da Cruz – mas é talvez essa improbabilidade que, justificando a vitalidade do cristianismo primitivo, permite analisar a ruptura que a sua mensagem, promovendo, sagazmente acolhia: nem o discurso filosófico pagão nem a herança judaica alguma vez abandonaram o cristianismo. É deste momento matricial que Jesús María Nieto Ibañez, Catedrático de Filologia Grega na Universidade de León, parte para a sua Historia Antigua del Cristianismo, contribuindo para desfazer um equívoco em que as nossas Letras frequentemente incorrem.por[Recensão] Jesús M.ª Nieto Ibañez, Historia Antigua del Cristianismo. Desde los Orígenes al Concilio de Calcedonia, Madrid, 2019. 265 pp. ISBN 978-84-9171-314-2reviewhttps://doi.org/10.1484/J.EUPHR.5.1288162736-3082