Bastien, Carlos2009-04-152009-04-151997Bastien, Carlos. (1997). "Os primeiros leitores portugueses de Marx economista". Vértice, II Série, Nº 79: pp. 34-490042-4447http://hdl.handle.net/10400.5/792Inventariadas as mais significativas leituras de Marx economista ocorridas em Portugal no decurso do século XIX, é desde já possível — mesmo tendo presente que este estudo não vai além de uma exploração preliminar das fontes disponíveis — destacar alguns traços marcantes dessas leituras e das condições que as envolveram e, bem ainda, formular algumas conclusões provisórias. Em primeiro lugar, há que sublinhar que o interesse minimamente consequente pela discussão em torno da obra económica de Marx se situava quase exclusivamente no espaço universitário. Em qualquer caso, das notas que aqui se deixam, é certamente possível concluir que o marxismo se foi impondo de forma crescente, embora sincopada e sem progresso linear, à cena cultural portuguesa. Num plano formal poderá até observar-se que foi no contexto da primeira geração dos autores comentados, a dos anos 50, que se terá verificado uma maior aproximação às posições marxistas — ao tempo ainda as da Miséria da Filosofia — talvez porque esse Marx era ainda relativamente pouco conhecido e não se havia ainda assumido como o mais destacado teórico e doutrinário do socialismo revolucionário. Valerá ainda porventura a pena notar que apesar da fraqueza quantitativa dos textos que constituíam as leituras portuguesas de Marx, da fraqueza qualitativa — não só o precário conhecimento do Livro I como também o total desconhecimento dos Livros II e III de O Capital — da fraqueza social, isto é, da ausência de um proletariado moderno, combativo, possuidor de sólidas tradições revolucionárias, da ausência de um verdadeiro partido político marxista e de um aparelho editorial que desse publicidade aos principais textos do marxismo internacional, foi ainda assim relevante a presença desta corrente na cena portuguesa, sobretudo no decurso dos anos 90, período em que começava a ser patente a sua institucionalização nos meios académicos.porPensamento económicoMarxismo (Séc. XIX)Fontes bibliográficasAcadémicosEnsinoPortugalOs primeiros leitores portugueses de Marx economistajournal article