Marques, José GonçaloSousa, Inês Ramadas da Silva Costa e2021-05-172021-05-172020-06-19http://hdl.handle.net/10451/47926Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2020A grávida e recém-nascido são reconhecidos como grupos de risco para elevadas complicações decorrentes de doença infeciosa. A vacinação da grávida como mecanismo de proteção desta e do pequeno lactente, enquanto este não possa ser vacinado é um método utilizado há vários anos contra doenças como a Tosse Convulsa e o Influenza. Esta revisão teve como objetivo concentrar a informação disponível relativamente à Vacinação contra o vírus Influenza neste grupo. Foram analisados os princípios fisiológicos que regem o conceito de transferência de anticorpos materno-fetal e realizado um breve resumo das principais complicações que surgem nestas populações como consequência da infeção. Reuniram-se os dados disponíveis relativamente às características, segurança da vacina e eficácia em ambos os grupos, com base na redução da doença clínica e verificação laboratorial de indução de imunidade. Ainda neste contexto, foram identificadas em várias fontes recentes, referências ao impacto da imunização segundo a idade gestacional, na transferência de imunidade para o lactente. Paralelamente, foi feita uma revisão das recomendações nacionais, Europeias e Americanas neste grupo e respetiva cobertura vacinal. Tendo em conta as baixas taxas de vacinação encontradas, foram investigados possíveis obstáculos e estratégias para a resolução do problema. A vacinação materna contra o vírus influenza revelou-se segura e eficaz na proteção materna e do lactente. A idade gestacional à data de vacinação mostrou ter influência nas taxas de seroconversão, com maiores benefícios a partir da 2ª metade do 2º Trimestre. Com base nos dados obtidos, propôs-se um possível plano de vacinação de forma a otimizar a imunização da grávida e o benefício para o seu filho e possivelmente, aumentar as taxas de cobertura.Pregnant women and newborns are recognized as risk groups for high complications due to infectious diseases. The vaccination of pregnant women as a protection mechanism for her and her infant, while the newborn cannot be vaccinated is a method that has been used for several years against diseases such as Whooping Cough and Influenza. This review aimed to gather the information available regarding Vaccination against the Influenza virus in this population. The physiological principles that govern the concept of maternal-fetal antibody transfer were analyzed and a brief summary of the main complications that arise in these populations as a result of the infection was carried out. Available data on characteristics, vaccine safety and efficiency in both groups were pooled, based on the reduction of clinical disease and laboratory verification of immunity induction. Several recent sources have also mentioned the timing of vaccination according to gestational age as a way of influencing the transfer of immunity to the infant. At the same time, a review was made of national, European and American recommendations in this group and the respective vaccination coverage. Taking into account the low vaccination rates found, possible obstacles and strategies for solving the problem were considered. Maternal vaccination against the influenza virus has proven to be safe and effective in protecting mothers and infants. Gestational age at the date of vaccination was found to have an influence on seroconversion rates, with greater benefits from the second half of the second quarter Based on the data obtained, a possible vaccination plan was proposed in order to optimize immunization in these groups and possibly increase coverage rates.porGravidezLactenteInfluenzaVacinaçãoPediatriaVacinação da grávida contra vírus Influenza : uma revisão do que sabemos e como podemos melhorarmaster thesis202621090