Bronze, Maria do RosárioLeitão, Joana Maria de Sousa2021-02-032021-02-032013-10-042013http://hdl.handle.net/10451/46154Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia, 2013Nos países da Bacia do Mediterrâneo, a incidência de doenças cardiovasculares, inflamatórias, degenerativas, cancerígenas e metabólicas, tem-se demonstrado inferior aos restantes países a nível mundial. Estudos feitos aos longos dos anos têm demonstrado que este acontecimento se deve ao consumo de uma dieta tipo dieta mediterrânica (DietMed), rica em fibras, frutas, vegetais, com baixo consumo de carnes vermelhas e onde a principal gordura utilizada é o azeite. As propriedades benéficas deste tipo de dieta têm sido atribuídas em parte ao azeite. O azeite tem uma composição muito rica em ácidos gordos monoinsaturados (AGM), e ainda em compostos minoritários antioxidantes, que têm demonstrado in vitro e in vivo, actividade anti-oxidante, anti-inflamatória e anti-cancerigena. Foram realizados vários ensaios clínicos em humanos em países da bacia do mediterrânico e norte da Europa, onde a grande maioria se baseou em modelos de desenho cruzado. A população estudada, o nº de participantes, o tempo do ensaio, assim como, a dieta a que os participantes foram sujeitos, variou de ensaio para ensaio dependendo dos seus objectivos. O objectivo principal dos ensaios clínicos era estudar o efeito do azeite e dos seus compostos em várias patologias, utilizando para isso dietas ricas em azeite com elevadas concentrações de AGM e compostos fenólicos. Os resultados dos ensaios clínicos têm demonstrado que o consumo de azeite leva a uma diminuição de ocorrência de co-morbilidades, devido aos elevados teores em AGM e de compostos fenólicos, compostos com elevada capacidade antioxidante.In the countries of the Mediterranean Basin, the incidence of cardiovascular, inflammatory, degenerative, metabolic and cancerous diseases has been proven to be lower than the remaining countries worldwide. Studies carried out over the years have shown that this event is due to the consumption of a diet type Mediterranean diet (DietMed), rich in fiber, fruits, vegetables, low intake of red meat and where the main fat used is olive oil. The beneficial properties of this type of diet have been attributed to the olive oil. The composition of the olive oil is very rich in monounsaturated fatty acids (MUFA's), and still minority antioxidant compounds that have demonstrated, in vitro and in vivo in animals, anti-oxidant, anti-inflammatory and anti-cancer activities. Several clinical trials were performed on humans in countries of the Mediterranean basin and northen Europe, where the vast majority relied on models of cross-over design. The studied population, the number of participants, the testing time, as well as the diet to which the participants have been subjected, varied from test to test depending on their objectives. The main objective of the clinical trials was to study the effect of the olive oil and its compounds in various pathologies, using diets, for such purpose, rich in olive oil with high concentrations of MUFA's and phenolic compounds. The results of the clinical trials have shown that the olive oil consumption leads to a decrease of the co-morbidity cases, due to the high levels of MUFA's and phenolic compounds, with high antioxidant capacity.porDieta mediterrânicaAzeiteEnsaios clínicos em humanosÁcidos gordos monoinsaturadosCompostos fenólicosMestrado Integrado - 2013Efeito do consumo de azeite: resultados de ensaios clínicosmaster thesis