Nunes, Naidea2020-02-262020-02-262019Nunes, N. N. 2019. “A identidade sociocultural e linguística madeirense através da memória da ‘Festa’ e dos arraiais religiosos e populares no contexto das mobilidades e do turismo”, in: D. N. Chaves (coord.), Memória e Identidade Insular: Religiosidade, Festividades e Turismo nos Arquipélagos da Madeira e Açores, S. Jorge-Açores, CHAM-UAç/Misericórdia das Velas, 2019, 337-356. ISBN 978-989-20-9631-5.978-989-20-9631-5http://hdl.handle.net/10451/42061A identidade é uma realidade inseparável da memória que, por sua vez, é constituída pela língua, cultura e/ou tradição, religião e festividades de um povo, sendo cada vez mais um elemento diferenciador importante para a autenticidade dos destinos turísticos regionais e sobretudo insulares, uma vez que o turista, cada vez mais, procura experiências genuínas. Neste contexto, propomo-nos abordar algumas memórias identitárias de migrantes madeirenses no que se refere à sua religiosidade, principalmente às festas do Natal e dos Reis, mas também aos arraiais ou festas populares regionais. A «Festa» madeirense, período que vai de 8 de dezembro (dia de Nossa Senhora da Conceição), com a matança do porco, às festas de Santo Amaro (no dia 15 de janeiro), com o «varrer dos armários», incluindo as «missas do parto» (novenas a Nossa Senhora da Conceição), o Natal, o Fim do Ano e os Reis, tal como os arraiais são cada vez mais realidades turísticas importantes da ilha da Madeira. Por isso, importa resgatar a genuinidade das tradições e vivências populares madeirenses. Os migrantes madeirenses recordam com muitas saudades as suas memórias da infância: a pobreza da família, a dureza do trabalho rural, mas também a alegria da «Festa» e dos arraiais. Quando regressam à ilha como visitantes e turistas, vêm à procura dessa realidade ancestral, enquanto vivências da sua identidade. Trata-se de um imaginário histórico, sociocultural e linguístico, do mundo insular que, pelas suas contingências geográficas e orográficas, as dificuldades do isolamento, a dureza da vida e a necessidade de subsistência, fazem da religião e das festas populares, sobretudo do Natal, elementos fundamentais da sua identidade coletiva e individual.porA identidade sociocultural e linguística madeirense através da memória da ‘Festa’ e dos arraiais religiosos e populares no contexto das mobilidades e do turismobook part