Madeira, LuísCastro, Marta Cristina Lagoa de2024-06-052024-06-052023-07http://hdl.handle.net/10451/64974Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2023A Guerra Russo-Ucraniana é responsável por um enorme sofrimento individual e um notável impacto socioeconómico a nível mundial. Atualmente, muitos estudos se centraram na exposição direta a um conflito e, deste modo, foram elaboradas várias políticas de saúde pública neste sentido. No entanto, a exposição indireta, através dos meios de comunicação social, a qual tem estado diariamente presente e em crescimento, foi menos explorada, havendo pouca evidência de que graças a esta poderá haver um aumento da prevalência de sintomas e perturbações de saúde mental. Recorrendo a medidas psicometricamente validadas e culturalmente adaptadas (The Primary Care PTSD Screen for DSM-5, The MOS 36-item short-form health survey, BRIEF COPE, Stanford Acute Stress Reaction Questionnaire, dois itens para avaliar as preocupações contínuas com o terrorismo de um estudo anterior), o nosso estudo explorou o papel da exposição voluntária e involuntária à guerra Russo-Ucraniana através dos meios de comunicação social na saúde mental individual, incluindo sintomas de stress, estratégias de coping, funcionamento diário e preocupações com o futuro, de acordo com diferentes variáveis demográficas. Na nossa amostra, os indivíduos com exposição involuntária e maior número de horas de exposição parecem apresentar mais sintomas de stress. Além disso, quem outrora apresentava ruminações sobre questões relativas à guerra aparenta estar em maior risco de desenvolver sintomas de stress pós-traumático. Os meios de comunicação social poderão ser responsáveis por levar a uma constante reexperiência da ameaça que representa uma guerra como esta.The Russian-Ukrainian war (RUW) is responsible for extensive individual suffering and a socio-economic impact on the world and is reshaping global affairs. Many studies have focused on direct exposure to conflict and several public health policies have been devised because of that. Nonetheless, indirect exposure through media has received minimal attention and there is limited evidence that mental health symptoms and disorders may arise as a result. Through the creation and statistical analyses of questionnaires with some demographic data and several validated and culturally adapted measures (The Primary Care PTSD Screen for DSM-5, The MOS 36-item short-form health survey, BRIEF COPE, Stanford Acute Stress Reaction Questionnaire, two items to assess ongoing worries about terrorism from a previous study), our study explored the role of voluntary or involuntary media-based exposure to the RUW on individuals’ mental health including stress symptoms, coping strategies, daily functioning, and worries across demographic variables. In our sample, subjects with involuntary and higher amount of exposure seem to have higher stress symptoms. Also, those who had previous ruminations on war issues could be at risk of developing more post-traumatic stress symptoms. Therefore, media appears to be a conduit that spreads negative consequences of community trauma beyond directly affected communities. A possible explication is that the media may appear as a chronic reminder of the threat.porTrauma psicológicoPerturbações de stress agudoPerturbações de stress pós-traumáticoStress psicológicoAdaptação psicológicaDoes the media (also) keep the score? : media-based exposure to the russian-ukrainian war and mental health in Portugalmaster thesis203405072