Fernandes, Isabel, 1953-2013-03-142013-03-142012Revista Anglo Saxonica, Série III, Nº4. Lisboa: 2012. Pp. 305-3090873-0628http://hdl.handle.net/10451/7980Se uma palavra pode resumir um volume tão vasto e tão ambicioso como o é esta antologia, A caneta que escreve e a que prescreve (2011), publicada pela Babel, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, variedade será talvez aquela que melhor define o empreendimento levado a cabo com mestria por Clara Rocha. Um atributo que não lhe compromete o interesse consistente nem a necessária coerência, assegurada, neste caso, quer pelo denominador comum temático: a doença, a medicina e a literatura, quer pelo cuidado filológico em geral observado nas opções editoriais seguidas — Clara Rocha e a sua colaboradora, Teresa Jorge Ferreira, são nisso “professoras até à medula”. Variados são os géneros literários, as épocas (cobrindo do séc. 13 ao séc. 21), e os autores, conferindo ao conjunto uma ampla respiração e criando-lhe simultaneamente uma moldura capaz de acolher e desdobrar com proveito a complexidade e delicadeza que o tema comporta. Acrescenta-lhe valia o excelente prefácio de Emílio Rui Vilar que cumpre com salutar eficácia a sua função, incitando-nos à leitura.porRocha, ClaraRecensãoRocha, Clara. A caneta que escreve e a que prescreve. Lisboa: Babel, 2011.review