Afonso, Maria João, 1959-Freitas, Pedro Diogo Marques2024-07-242024-07-2420222022-06-24http://hdl.handle.net/10451/65454Dissertação de mestrado, Psicologia Clínica e da Saúde (Área de Especialização em Psicologia Clínica Cognitivo-Comportamental e Integrativa), 2022, Universidade de Lisboa, Faculdade de PsicologiaA presente investigação explora o impacto da perceção de estigma na saúde mental das pessoas lésbicas, gays, bissexuais e trans (LGBT). Os objetivos do estudo são: (a) construir um instrumento para medir a perceção de estigma, experienciada pelas pessoas LGBT, teoricamente informado por uma lente sistémico-contextual e (b) comparar a saúde e perturbação mentais entre pessoas com sexualidades normativas e não-normativas, bem como entre subgrupos da sigla LGBT. A amostra compreende 593 pessoas, dos 18-60 anos e de nacionalidade portuguesa, de entre os quais 393 LGBT e 200 heterossexuais/cisgénero. Foram utilizadas as versões 1 e 2 da Escala de Perceção de Estigmatização (EPE – construída no presente estudo), a Escala de Regulação da Satisfação de Necessidades (ERSN-43; Conde et al., 2012) e o Inventário de Sintomas Psicopatológicos (BSI; Canavarro, 1999). Os participantes foram recrutados em associações pró-LGBT e redes sociais, por amostragem “bola de neve”, constituindo uma amostra de conveniência que respondeu a um questionário online. Os resultados preliminares com ambas as versões da EPE indicaram, no geral, bons indicadores de qualidade psicométrica. A perceção de estigma revelou valor preditivo em relação à saúde mental e à psicopatologia, apresentando, respetivamente, correlações negativas e positivas com estas variáveis; o grupo LGBT revelou menor regulação da satisfação de necessidades e maior sintomatologia psicopatológica, comparativamente às pessoas heterocisnormativas. Os subgrupos da sigla LGBT que evidenciaram maior grau de perturbação mental foram as pessoas trans, seguidas das pessoas bissexuais e homossexuais, sendo que não foram encontradas diferenças significativas entre pessoas gays e bissexuais. São propostas implicações práticas para a investigação na temática da saúde mental na comunidade LGBTQ+, no âmbito da psicologia clínica e da saúde, educação e da mudança de políticas de saúde públicas, de forma a reduzir as discrepâncias nos indicadores de saúde mental e melhorar a qualidade de vida das pessoas LGBT.The present study explores the impact of stigma perception on the mental health of lesbian, gay, bisexual and trans (LGBT) people. Objectives of this study are: (a) to construct a new scale to measure stigma perception, as it is experienced by LGBT people, theoretically informed by a systemiccontextual lens and (b) compare mental health and psychopathology between groups of people with non-normative and normative sexualities, as well as between subgroups defined by the LGBT initials. The sample comprises 593 portuguese adults between 18 and 60 years old, of which 393 identified as LGBT and 200 as heterosexual/cisgender. The instruments used were versions 1 and 2 of Stigmatization Perception Scale (EPE – constructed as part of this investigation), Regulation of Needs Satisfaction Scale (ERSN-43; Conde et al., 2012) and Brief Symptom Inventory (BSI; Derogatis, 1993; Canavarro, 1999). The participants were recruited on institutions concerned with LGBT+ issues and social media platforms, gathered by snowball sampling method, constituting this way a convenience sample who responded to an online questionnaire. Preliminary results with both parallel versions of EPE demonstrate that this scale has good psychometric properties. Stigma perception has shown predictive value over mental health and psychopathology, displaying negative and positive correlations with those variables, respectively. The group of people with non-normative sexualities demonstrated less regulation of needs satisfaction and more symptomatology, when compared with the cisheteronormative group. LGBT subgroups that exhibited more degree of psychopathology were transgender/gender non-conforming people, followed by bisexual and homosexual people, although no significant differences were found between gay and bisexual people. Practical implications are proposed for research in topics of LGBT+ mental health and advice is given in the fields of clinical and health psychology, education and public health policies, with the main purpose of reducing mental health disparities and improve the quality of life of LGBT community.porSaúde mentalComunidade LGBTPsicopatologiaNecessidades psicológicasIdentidade de géneroDiscriminaçãoDissertações de mestrado - 2022Saúde mental ao longo do espetro LGBT : correlatos psicopatológicos da perceção de estigma em pessoas com sexualidades não-normativasmaster thesis203540069